PUBLICIDADE
Notícias

Grupo insurgente curdo reivindica ataque em Ancara

15:47 | 19/02/2016
Carro-bomba foi jogado contra um comboio militarFalcões da Liberdade do Curdistão afirma que atentado foi retaliação a operações militares da Turquia contra rebeldes curdos. Ataque a comboio militar em Ancara deixou 28 mortos. Um grupo guerrilheiro curdo reivindicou nesta sexta-feira (19/02) a autoria do ataque contra um comboio militar em Ancara, na Turquia, que deixou 28 pessoas mortas e dezenas de feridas na quarta-feira. Em um comunicado, publicado em seu site na internet, o Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK) afirmou que o atentado foi uma retaliação às operações militares turcas contra rebeldes curdos no sudeste da Turquia. O grupo é uma dissidência mais radical do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). "Esse ato foi conduzido para vingar o massacre de civis indefesos e feridos", disse o grupo em referência às operações militares da Turquia contra militantes curdos na cidade de Cizre. Um dia após o ataque, a Turquia responsabilizou um membro da milícia curda síria Partido da União Democrática (YPG) pela ação e afirmou que o grupo trabalhou em conjunto com insurgentes do PKK. O YPG negou qualquer envolvimento no atentado. "A primeira coisa que eles fizeram após o ataque foi nos acusar. Eles estão inventado pretexto para invadir Rojava", afirmou um porta-voz do grupo. A região no norte e nordeste da Síria é conhecida como o Curdistão sírio. O YPG é apoiado pelos Estados Unidos e tem sido eficaz na luta contra os extremistas do "Estado Islâmico" (EI). O atentado aconteceu na região central de Ancara, onde estão localizados o Parlamento e diversos prédios oficiais. Um carro-bomba foi jogado contra um comboio militar. A Turquia usou o ataque para justificar o bombardeio de campos de radicais curdos na fronteira com o norte do Iraque e na Síria. Resposta turca Nesta sexta-feira, os curdos afirmaram que os recentes ataques aéreos da Turquia mataram pelo menos dois civis. O grupo de monitoramento Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que o bombardeio foi o mais pesado já realizado, durou no mínimo sete horas e atingiu regiões na província de Aleppo. Autoridades turcas anunciaram nesta sexta-feira a prisão de mais três suspeitos de envolvimento no atentado, aumentando para 17 o número de detidos. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reiterou ainda que não há dúvidas de que o YPG está por trás do ataque. Esse foi o segundo grande atentado em Ancara no intervalo de poucos meses. Em outubro, dois homens-bomba ligados ao "Estado Islâmico" atingiram um comício de ativistas sindicais e pró-curdos do lado de fora da principal estação ferroviária da capital, matando mais de 100 pessoas. CN/ap/dpa/efe
TAGS