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Marroquino que investigava governo é solto após 10 meses preso

13:25 | 17/01/2016
Um jornalista marroquino foi solto neste domingo após cumprir uma pena de 10 meses por adultério, em caso descrito como "politicamente motivado" por grupos de direito. Em entrevista concedida depois da sua liberação, Hicham Mansouri relatou uma violenta batida policial em seu apartamento, em março, seguido de um interrogatório policial em grande parte desviado dos encargos que enfrentou.

"Eles atacaram o apartamento, quebraram duas portas, perguntaram-me sobre a minha ligação com movimentos islâmicos e outras atividades", afirmou Mansouri, um dos coordenadores da Associação Marroquina de Jornalismo Investigativo.

Mansouri estava trabalhando em uma peça sobre vigilância eletrônica pelo governo quando foi detido. Na época, as autoridades emitiram uma declaração dizendo que ele foi preso enquanto "preparava o local para a prostituição e participava de adultério com uma mulher casada". O adultério é ilegal no Marrocos, mas raramente a lei é cumprida. Mais tarde a mulher revelou que era separada.

Embora ele agora esteja livre, Mansouri enfrenta outros desafios na Justiça. Ele está entre os sete ativistas e jornalistas que vão a julgamento em 27 de janeiro por acusações como "ameaça à segurança nacional" e "falha em reportar subsídios estrangeiros".

Ao lado de Mansouri na coletiva de imprensa deste domingo estava o historiador e jornalista marroquino Maati Monjib, que fez greve de fome duas vezes no ano passado após ter sido proibido de viajar. Monjib está entre os que vão a julgamento no fim do mês. Ativistas dizem que o governo marroquino tem reprimido dissidentes, muitas vezes em nome de evitar possível violência extremista. Fonte: Associated Press.

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