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Espanhóis não querem novas eleições

De acordo com uma pesquisa dão instituto Metroscopia publicada pelo jornal El País caso houvesse novas eleições, os resultados seriam semelhantes aos de dezembro

12:05 | 17/01/2016
A maioria dos eleitores espanhóis se opõem à realização de novas eleições para resolver o impasse político causado por uma eleição geral que não deu resultados conclusivos, e preferem que as partes formem uma coalizão - segundo uma pesquisa divulgada neste domingo ,17.

Caso houvesse novas eleições, os resultados seriam semelhantes aos de dezembro, embora o novo partido anti-austeridade Podemos roubasse o segundo lugar dos socialistas, de acordo com uma pesquisa dão instituto Metroscopia publicada pelo jornal El País.

A pesquisa telefônica, realizada entre 12 e 14 de janeiro, com uma amostra de 1.200 pessoas e uma margem de erro de 2,9%, aponta que apenas 33% dos eleitores querem novas eleições, enquanto 61% preferem um acordo entre as partes.
O PP ganharia a maioria dos votos se houvesse novas eleições, com o apoio de 29% dos votos, um pouco maior do que os 28,7% registrados em dezembro.

Podemos, próximo ao Syriza, no poder na Grécia, chegaria em segundo com 22,5% de apoio, acima dos 20,7% que obteve há um mês.

O Partido Socialista acabaria em terceiro, com 21,1% dos votos frente aos 22% obtidos em dezembro, e o Ciudadanos ficaria novamente em quarto lugar, com 16,6%, frente a 13,9% de dezembro.

O conservador Partido Popular (PP) do presidente Mariano Rajoy conseguiu 123 dos 350 assentos nas eleições de 20 de dezembro, obtendo o maior número de deputados mas ficando longe da maioria absoluta.

Os socialistas ficaram em segundo, com 90 assentos, enquanto as novas formações, Podemos e Ciudadanos, ganharam ambos 109 lugares, acabando com décadas de bipartidismo na Espanha e deixando ao mesmo tempo um panorama de ingovernabilidade no país, já que é complexa a formação de uma maioria governamental.

O Rei de Espanha, Filipe VI, vai iniciar consultas na segunda-feira com os líderes dos partidos políticos representados no parlamento para tentar ajudar a quebrar o impasse.


AFP
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