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Ataque suicida em centro de vacinação mata 15 no Paquistão

08:25 | 13/01/2016
Um ataque suicida em um centro de vacinação contra a poliomielite no sudoeste do Paquistão matou nesta quarta-feira 15 pessoas, em sua maioria policiais que faziam a segurança dos trabalhadores do setor de saúde, disseram autoridades. Os agentes de saúde têm sido alvos recorrentes nos últimos anos dos militantes islâmicos que atuam no país.

O ataque ao posto de vacinação nas proximidades de Quetta matou 13 policiais, um soldado e um civil, disse Shahzada Farhat, porta-voz policial da cidade. Outras 23 pessoas ficaram feridas. O suicida detonou os explosivos que levava perto de policiais, disse o ministro do Interior provincial, Sarfraz Bugti. "Nós estamos em uma zona de guerra", acrescentou ele.

O atentado ocorreu nas proximidades do posto de vacinação, pouco antes de as equipes de saúde serem enviadas para bairros próximos como parte de uma campanha de imunização de três dias, disse Syed Imtiaz Shah, chefe de polícia local.

Horas após o ataque, Ahmad Marwat, que afirmou ser um porta-voz do Jundullah, ou Exército de Deus, um grupo militante pouco conhecido, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, sem explicar o motivo de o centro ter sido atacado. Ele disse que haverá mais ataques contra as equipes de vacinação no futuro. Esses agentes de saúde e seus guarda-costas da polícia têm sido atacados nos últimos anos por militantes islâmicos, que os acusam de trabalhar como espiões para os Estados Unidos.

Os ataques se intensificaram após um médico paquistanês ser detido, acusado de realizar uma falsa campanha de vacinação para a hepatite na cidade de Abbottabad como um disfarce em meio ao esforço dos EUA para obter amostras de DNA de Osama bin Laden, antes da operação de 2011 dos EUA que matou o líder terrorista.

O Paquistão é um dos três países do mundo onde a poliomielite é endêmica e os ataques prejudicam as campanhas de vacinação. Alguns paquistaneses também dizem temer que as vacinas possam deixar seus filhos estéreis.

Quetta é a capital da província do Baluquistão, no sudoeste do país. Além dos militantes islâmicos, há na região uma insurgência de grupos separatistas que exigem uma fatia maior no lucro gerado pelos recursos naturais ou a independência. A Al-Qaeda, o Taleban e outros grupos sunitas militantes também estão ativos na região. Dezenas de milhares de pessoas morreram no Paquistão ao longo da última década, em ataques que em grande medida tinham como alvo as forças de segurança e a minoria xiita do país. Fonte: Associated Press.

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