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Vice-chanceler federal alemão critica divergências sobre refugiados

06:42 | 30/10/2015
Sigmar Gabriel (esquerda), Angela Merkel, e Horst SeehoferSigmar Gabriel afirma que "chantagens" entre a CDU, partido de Merkel, e a aliada CSU são "irresponsáveis". "Quanto mais a briga na coalizão durar, mais espaço vão conquistar os radicais de direita", alertou. O vice-chanceler federal alemão, Sigmar Gabriel, criticou nesta sexta-feira (30/10) as divergências entre a União Democrata Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, e sua tradicional aliada União Social Cristã (CSU) sobre a crise de refugiados na Alemanha. Em entrevista à Spiegel Online, Gabriel, que também é ministro da Economia, afirmou que "chantagens e afrontas mútuas" são "indignas e simplesmente irresponsáveis". Segundo Gabriel, a disputa entre os dois grandes partidos da coalizão de Merkel "ameaça a capacidade legal do governo" alemão. "Quanto mais a briga durar, mais pessoas vão se afastar da política, e mais radicais de direita vão conquistar espaço", alertou o vice-chanceler, líder do Partido Social Democrata (SPD) parceiro da CDU-CSU na coalizão de governo federal. Nesta semana, o governador da Baviera, Horst Seehofer, deu um ultimato e pediu uma intervenção federal urgente, ao criticar a Áustria por não informar as autoridades locais sobre o envio de refugiados ao estado alemão. O governador bávaro, que é líder da CSU, diz que o governo alemão tem até domingo para limitar e controlar o afluxo de migrantes e pediu o fim da "política de portas abertas". Na quarta-feira, o secretário de Finanças da Baviera, Markus Söder (CSU) disse que a coalizão entre a CDU e a CSU se encontra "na situação mais difícil desde 1976", quando membros da União Social Cristã votaram a favor do rompimento com os democratas-cristãos. A CSU, no entanto, rejeitou especulações sobre uma possível quebra da coalizão entre os dois partidos. O número de requerentes de asilo vindos dos Bálcãs que cruzam a fronteira da Áustria com a Alemanha não deve diminuir nas próximas semanas. Gabriel se reúne com Merkel e Seehofer no domingo para discutir uma solução para a crise migratória. KG/epd/dpa/rtr
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