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Sobe número de estrangeiros mortos em tragédia perto de Meca

19:50 | 01/10/2015
Mais da metade de vítimas fatais é iraniana. Número de mortos em incidente passou de 700. Irã responsabiliza Arábia Saudita pelo incidente durante ritual de apedrejamento no vale de Mina. Uma semana após o tumulto que deixou mais de 700 mortos durante um ritual de apedrejamento no vale de Mina, perto de Meca, na Arábia Saudita, subiu para 464 o número de iranianos mortos na tragédia, afirmou nesta quinta-feira (01/10) a comissão organizadora da peregrinação muçulmana do Hajj no Irã. "Sete dias depois do trágico acidente e de investigações incansáveis, nós anunciamos tristemente que o número de peregrinos iranianos mortos é de 464", divulgou a comissão, em comunicado. O Irã é o país com maior número de vítimas na tragédia, que deixou 769 mortos e 934 feridos, de várias nacionalidades, entre eles Egito, Paquistão e Índia, durante um dos rituais da peregrinação anual dos muçulmanos, na última quinta-feira. Mais de 64 mil dos 2 milhões de peregrinos que participaram do Hajj neste ano vieram do Irã. A tragédia causou tensão na relação entre os dois países. O Irã responsabiliza o governo saudita pelo incidente. Já a Arábia Saudita acusou o governo iraniano de usar a tragédia politicamente. Os ministros da Saúde de ambos os países concordaram na quarta-feira no repatriamento dos corpos dos peregrinos iranianos mortos no tumulto. Essa é a pior tragédia registrada na peregrinação muçulmana do Hajj nos últimos 25 anos. Em 1990, 1.426 peregrinos morreram sufocados num túnel. Segundo os mandamentos do islã, os muçulmanos devem peregrinar a Meca ao menos uma vez na vida. CN/lusa/dpa/afp
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