
Ginásio desportivo transformado em abrigo provisório para receber centenas de migrantes sofre ataque incendiário no estado alemão de Baden-Wurttemberg. Não houve feridos.
Um planejado abrigo de refugiados na cidade alemã de Wertheim, no estado de Baden-Württemberg, sofreu um possível ataque incendiário. No último sábado, o ginásio desportivo, transformado em centro de migrantes, havia sido equipado com 330 camas de beliche.
Nas primeiras horas deste domingo (20/09), os bombeiros receberam alerta de emergência. O edifício incendiou e pode desabar. Não houve feridos no local, mas num vizinho asilo para idosos duas pessoas foram levadas para o hospital com suspeita de intoxicação por fumaça.
No lado posterior do ginásio, policiais encontraram pistas que levam a suspeita de arrombamento. Acredita-se que o incêndio foi criminoso. A princípio, os investigadores não deram detalhes. Como primeira consequência, a cidade não vai receber, por enquanto, mais nenhum refugiado.
Na manhã de sábado, a secretária de Integração do estado de Baden-Württemberg, Bilkay Öney, havia visitado o abrigo provisório. Recentemente, o prefeito de Wertheim, o democrata-cristão Stefan Mikulicz, apelou para o governo estadual. Segundo ele, há ameaça de colapso os voluntários das equipes de ajuda estariam "no final de suas forças" com os cuidados dos abrigos já existentes.
Com apenas 22.500 habitantes, Wertheim é um das cidades mais afetadas pelo afluxo de refugiados. Um bairro com 900 moradores recebeu 600 refugiados. Outros 400 migrantes ainda estão por vir.
O ministro alemão da Justiça, Heiko Maas, reagiu com preocupação aos recentes ataques contra instalações para solicitantes de refúgio. "Qualquer incêndio criminoso a um centro de refugiados é um atentando contra nós todos, um ataque à nossa sociedade", tuitou o político social-democrata.
Nas últimas semanas foram registrados diversos ataques semelhantes na Alemanha. Recentemente, desconhecidos tentaram incendiar um abrigo de contêineres em Bad Aibling, próximo a Rosenheim, na Baviera. Segundo a emissora de TV pública ARD, também voluntários e policiais vêm sofrendo cada vez mais ameaças por parte de radicais da cena de extrema direita.
CA/rtr/dpa/afp