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Merkel defende integração rápida de refugiados

13:34 | 09/09/2015
Chanceler federal afirma que país deve tomar a frente na crise migratória, de modo a abrir caminho para uma resposta unificada europeia. Para ela, cooperação com França e países de trânsito, como Turquia, é fundamental. Em um debate no Parlamento alemão sobre o Orçamento de 2016, que acabou centrado na atual crise migratória, a chanceler federal Angela Merkel defendeu nesta quarta-feira (09/09) que a Alemanha tome a frente de modo a abrir caminho para uma resposta unificada europeia. "Se a Europa fracassar na questão dos refugiados, haveria um impulso decisivo para a perda da união da Europa, particularmente a estreita ligação com os direitos humanos universais", disse Merkel. "Se nós formos corajosos e, às vezes, tomarmos a iniciativa, será então mais provável que nós encontremos uma solução europeia." Os refugiados, disse a chanceler aos deputados, deveriam ter a possibilidade de aprender alemão e encontrar trabalho rapidamente. Na segunda-feira, o governo alemão prometeu 6 bilhões de euros do Orçamento de 2016 para lidar com a questão dos refugiados. Merkel afirmou ainda que a cooperação com parceiros como a França funcionou no passado e será novamente chave para resolver a atual crise. Além disso, a chanceler destacou a importância do diálogo com países de trânsito para migrantes, como a Turquia. A oposição reagiu ao discurso de Merkel. Para o líder da bancada do partido A Esquerda, Gregor Gysi, o dinheiro prometido até agora pelo governo não é suficiente e não significa uma contribuição estrutural. Ele defendeu o uso do chamado "imposto de solidariedade" para financiar o custo dos requerentes de asilo. A taxação foi introduzida após a Reunificação alemã em apoio aos estados da antiga Alemanha Oriental. A líder da bancada do Partido Verde, Katrin Göring-Eckardt, exigiu maior contribuição do governo. Ela defendeu uma contribuição por cada refugiado, como alguns estados haviam proposto. O discurso de Merkel coincidiu com o do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que nesta quarta-feira (09/09) cobrou dos Estados-membros uma ação de forma mais unificada para enfrentar a maior crise migratória no continente desde a Segunda Guerra. "Não estamos num bom lugar. Há uma falta de Europa na União Europeia e há uma falta de união na União Europeia", disse Juncker. "Os europeus deveriam lembrar que a Europa é um continente onde, em algum momento, quase todos foram refugiados." MP/dw/rtr/ afp/dpa
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