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Vice-primeiro-ministro da Coreia do Norte é executado, diz agência sul-coreana

08:52 | 12/08/2015
O vice-primeiro-ministro da Coreia do Norte, Choe Yong-Gon, foi executado por expressar frustração com as políticas do líder Kim Jong-Un, declarou nesta quarta-feira a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando uma fonte anônima.

Choe, que assumiu o cargo em junho de 2014, foi executado por um pelotão de fuzilamento em maio, após manifestar oposição às políticas florestais promovidas por Kim, afirmou a Yonhap, que citou uma fonte "com conhecimento do Norte".

Choe foi visto pela última vez na imprensa estatal do Norte em dezembro, no aniversário da morte do falecido líder Kim Jong-Il, informou nesta quarta-feira o ministério da Unificação da Coreia do Sul.

Seul estava "acompanhando de perto a possibilidade de qualquer alteração na situação de Choe", destacou o ministério, que é encarregado de assuntos entre fronteiras.

Se for confirmada, a morte de Choe pode ser a segunda relatada este ano. O ministro da Defesa Hyon Yong-Chol supostamente foi executado em abril pela artilharia antiaérea por insubordinação e por cochilar durante eventos militares oficiais.

Este método violento de execução foi citado em vários relatórios não confirmados como sendo reservado para funcionários de alto escalão aos quais a liderança desejava tornar exemplos.

O Norte não confirmou oficialmente a execução de Hyon - informada em maio pela agência de inteligência de Seul - mas anunciou seu substituto, Pak Yong Sik, em julho.

A agência de espionagem do Sul também alegou em maio que Kim havia executado dezenas de funcionários - incluindo seu próprio tio - desde que assumiu o poder, após a morte de seu pai em dezembro de 2011.

Pyongyang fez em dezembro de 2013 um incomum anúncio público da execução do tio Jang Sung-taek por acusações incluindo traição e corrupção. Kim, que acredita-se que tenha cerca de 30 anos, tem substituído constantemente seus funcionários de alto escalão em uma atitude que, segundo analistas, tem por objetivo forçá-los a permanecer leais ao jovem governante.

AFP
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