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Opinião: O mundo vai acabar? Mantenha o otimismo!

14:42 | 13/08/2015
Fabian Schmidt é jornalista da redação de ciência da DWCientistas disseram que o universo está morrendo lentamente. Mas isso não é motivo para pessimismo, afirma o jornalista científico Fabian Schmidt, que encontrou uma resposta ao seu dilema existencial nos hamsters. A ideia de que o universo em breve poderá se dissolver, virando um grande nada, pode estragar o humor de qualquer um. Em algumas centenas ou mesmo já em 10 bilhões de anos, nada mais vai restar das muitas estrelas que vemos ou imaginamos ver no céu noturno. Todos os incontáveis sóis vão ter queimado toda sua energia. Estrelas brilhantes se tornarão primeiro gigantes vermelhas, depois anãs brancas e, no final, restarão apenas um pouco de poeira e gelo num nada infinito, escuro e sem energia. Isso vale também para o nosso pequeno sistema solar, que não tem sequer 5 bilhões de anos. E o pior é que, nesse nada, não haverá mais vida inteligente. Ninguém que possa lembrar do que já houve e de tudo que se perdeu. Não haverá memória nem história, nem mesmo consciência. Sequer haverá um nada. É frustrante: todos os arquivos, coleções, todo o Patrimônio Mundial da Unesco, todo o esforço para o desenvolvimento sustentável, nosso conhecimento científico, a ciência e a educação, minhas estantes cheias de livros, meu diploma do ensino médio e da graduação, meus certificados de natação da juventude tudo em vão? Por que eu estou escrevendo isso aqui, afinal? Por que eu corro como um louco todos os dias nessa rodinha de hamster se tudo já está mesmo condenado ao fim? Felizmente, acaba de chegar uma notícia científica que oferece uma resposta convincente para esse meu pessimismo existencial: hamsters que vivem em gaiolas de luxo têm uma atitude mais otimista perante a vida do que aqueles que vivem em gaiolas mais pobres. Os pesquisadores Emily Bethell e Nicole Koyama, da Universidade John Moores, em Liverpool, descobriram que os hamsters são mais dispostos a experimentar novos sabores de comida quando seu habitat é mais bonito. As habitações que estimulam o otimismo nos hamsters têm mais palha e material para se aconchegar do que as do outro grupo. Elas dispõem de casinhas de plástico colorido, artigos de madeira, redes, barras para roer e até mesmo uma super roda de luxo para os exercícios. Ou seja: vamos manter o otimismo! Podemos nos instalar de forma confortável em nossa gaiola galática chamada Terra. E eu me sinto muito bem dentro da minha rodinha de luxo. Por mim, tudo pode continuar como está no mínimo pelos próximos 1 milhão ou 2 milhões de anos. Autor: Fabian Schmidt (md)Edição: Alexandre Schossler
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