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Cinco bancos pagarão US$ 5,7 bi por manipulação em mercados

17:19 | 20/05/2015
Procuradora-geral dos EUA, Loretta LynchCitigroup, JPMorgan Chase, Barclay, Royal Bank of Scotland e UBS assinam acordos com Departamento de Justiça americano e admitem acusações de manipulação de mercados cambiais e taxas de juros. Cinco grandes conglomerados financeiros globais terão que pagar 5,7 bilhões de dólares em multas por manipulação de mercados cambiais internacionais e taxas de juros, anunciou nesta quarta-feira (20/05) a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch. O Departamento de Justiça informou que os bancos americanos Citigroup e JPMorgan Chase, além dos britânicos Barclays e Royal Bank of Scotland, admitiram as acusações de conspiração para manipular taxas referenciais do mercado cambial do dólar e euro. Segundo o acordo firmado com o órgão americano, os quatro bancos pagarão ao todo 2,5 bilhões de dólares em sanções penais por manipulação das taxas cambiais entre dezembro de 2007 e janeiro de 2013. Também o Federal Reserve, banco central americano, cobrou mais 1,6 bilhão de dólares em multas. O Barclay terá ainda que desembolsar 1,3 bilhão de dólares a reguladores americanos e britânicos por seu papel no esquema. O Barclay pagará a maior multa, 2,4 bilhões de dólares, por não ter participado, em novembro passado, de um acordo junto a reguladores para a realização de investigações. Já o suíço UBS admitiu manipulação de taxas de juro de mercado, incluindo o Libor, taxa interbancária de Londres. No entanto, o Departamento de Justiça concedeu imunidade condicional à instituição por colaboração com as investigações. O UBS terá que pagar 203 milhões de dólares. Uma sexta instituição, o Bank of America, terá que pagar 203 milhões de dólares em multas ao Federal Reserve por "práticas arriscadas e insalubres". Lynch disse que os acordos são uma "resolução histórica". "Eles servem para lembrar que este Departamento de Justiça pretende processar com rigor todos aqueles que tentam virar o sistema econômico em seu favor, que subvertem nossos mercados e enriquecem às custas dos consumidores americanos", disse. MSB/ap/dpa/rtr/afp
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