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Policial mata homem negro desarmado no Arizona

Este incidente ocorre num momento em que a tensão racial cresce nos Estados Unidos pela morte de dois homens negros desarmados

06:25 | 05/12/2014

Um policial branco matou um homem negro desarmado no Arizona (sul), enquanto ocorriam vários protestos em Nova York e em outros locais dos Estados Unidos contra a morte em condições similares de dois outros afroamericanos.
A polícia de Phoenix disse na quinta-feira, 4, em um comunicado que um homem negro de 34 anos, Rumain Brisbon, foi detido sob suspeita de estar vendendo drogas.

 Segundo o relatório policial, Brisbon tentou fugir e negou-se a obedecer a várias ordens do policial branco de 30 anos, cujo nome não foi revelado, mas que tem sete anos de experiência, informou.

 Uma briga começou entre os dois homens enquanto o policial tentava prendê-lo.
"Durante a briga, Brisbon colocou sua mão esquerda no bolso e o policial segurou a mão do suspeito, mandando repetidamente que ele mantivesse a mão no bolso", disse a polícia.

 "O policial acreditou sentir a coronha de uma arma enquanto segurava a mão do suspeito no bolso", explicou.
[SAIBAMAIS2]"O policial não conseguiu manter o controle da mão do suspeito durante a briga. Temendo que Brisbon tivesse uma arma no bolso, o policial atirou duas vezes, ferindo-o no peito".

 Brisbon foi declarado morto no local pouco depois da chegada dos bombeiros e dos reforços policiais. No bolso do falecido foi encontrada uma caixa de pílulas de oxicodona, um analgésico potente e viciante, consumido às vezes como droga recreativa.

 Marci Kratter, um advogado de Phoenix que representa a família, disse que "várias testemunhas contradizem a versão da polícia".
"É uma tragédia. Não tinha nenhuma arma e não ameaçou ninguém", acrescentou.

 Este incidente ocorre num momento em que a tensão racial cresce nos Estados Unidos pela morte de dois homens negros desarmados, Michael Brown em Ferguson (Missouri, centro) e Eric Garner em Nova York (leste), mortos por policiais brancos que não foram indiciados.

AFP
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