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Policial branco mata jovem negro em cidade próxima de Ferguson

08:19 | 24/12/2014

A polícia anunciou nesta quarta-feira que matou um adolescente afro-americano em uma cidade próxima de Ferguson, Missouri, onde um policial matou um jovem negro desarmado em agosto, o que provocou protestos durante várias semanas em várias regiões dos Estados Unidos.

A polícia do condado de Saint Louis afirma em um comunicado que um oficial da cidade de Berkeley "deu vários tiros" depois que um homem "sacou uma arma e apontou para o oficial".

"Temendo por sua vida, o oficial de Berkeley deu vários tiros, atingindo o indivíduo e ferindo de maneira mortal", afirmou o porta-voz da polícia, Brian Schellman. O tiroteio aconteceu em um posto de gasolina na noite de terça-feira, quando o oficial estava em uma patrulha de rotina.

A polícia informou na manhã desta quarta-feira que o jovem morto ainda não foi identificado e que um segundo suspeito fugiu do local. As autoridades anunciaram que recuperaram uma arma curta depois do incidente, que está sendo investigado.

O canal de televisão local KMOV informou que dezenas de moradores indignados enfrentaram a polícia no local. Esta é a mais recente de uma série de ações policiais que terminaram com a morte de afro-americanos, o que provoca muitos protestos no país contra a forma como a polícia americana atua ante integrantes da comunidade negra, que se considera vítima de racismo.

A atual onda de incidentes teve início com a morte em agosto do jovem Michael Brown, atingido por tiros por um policial branco na cidade de Ferguson, subúrbio de St. Louis. A respeito da morte de Brown, a polícia de Los Angeles abriu uma investigação preliminar sobre uma canção racista contra o jovem, interpretada por um ex-policial durante um evento de caridade.
O site de notícias sobre celebridades TMZ revelou a existência de um vídeo filmado durante o jantar organizado por um ex-policial.

A canção diz frase como "Michael Brown é mau" e "seu cérebro estava espalhado no chão". Segundo o TMZ, "o policial aposentado Joe Myers organizou um torneio de golfe de caridade na semana passada e um jantar pouco depois". Durante o evento, diante de quase 50 pessoas, "Gary Fishell, um detetive particular e ex-policial federal, cantou a música racista".

Um porta-voz da polícia de Los Angeles (LAPD) afirmou à AFP que trata de "um detetive aposentado desde 2007 da LAPD" e que a polícia abriu uma "investigação preliminar para saber se havia policiais da ativa presentes no jantar de caridade e se tiveram um comportamento ruim". Neste caso será aberta uma investigação oficial.


AFP

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