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"Estado Islâmico" derruba helicóptero militar iraquiano

17:19 | 13/12/2014
Ação levanta questionamentos sobre capacidade dos jihadistas de atingir aeronaves durante ataques aéreos do Ocidente. Em Homs, radicais decapitaram quatro pessoas acusadas de "blasfêmia". O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) derrubou um helicóptero militar do Iraque, matando os dois pilotos a bordo, segundo agentes do governo divulgaram neste sábado (13/12). A informação aumenta as preocupações das forças aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, sobre a capacidade dos jihadistas de atingir aeronaves que vêm realizando ataques aéreos contra o grupo no Iraque e também na Síria. O ataque ao helicóptero ocorreu na noite de sexta-feira na cidade sagrada sunita de Samarra, a 95 quilômetros de Bagdá. Segundo um servidor do ministério da Defesa iraquiana, os militantes sunitas usaram um lança-mísseis para derrubar o helicóptero EC635, usado para transporte, vigilância e combate. Em outubro, os jihadistas haviam derrubado outros dois helicópteros iraquianos perto da cidade de Beiji. Há temores de que os militantes do EI tenham capturado mísseis superfície-ar, capazes de derrubar aviões, quando ocuparam bases militares no Iraque e na Síria. Há alguns meses, companhias aéreas como a Delta, Emirates, KLM e Air France mudaram a rota de vários voos a fim de evitar o espaço aéreo iraquiano. Quatro decapitações Ainda neste sábado, o grupo extremista decapitou quatro homens na província de Homs, no centro da Síria, por blasfêmia, segundo afirmou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado em Londres. A informação também foi confirmada por um site jihadista, que mostrou ainda fotos dos acusados ajoelhados, de olhos vendados e mãos atadas. Os quatro foram executados diante da população local por supostamente terem insultado Alá. Moradores da região e ativistas têm relatado diversos casos de decapitação e apedrejamento de pessoas nas áreas sob controle do grupo na Síria e no Iraque por ações consideradas contrárias às leis islâmicas, como blasfêmia, adultério e roubo. Além de executar pessoas acusadas de atacar o Islã, criticar o grupo islâmico ou colaborar com as autoridades sírias e iraquianas, o EI também extermina seus próprios dirigentes em caso de corrupção ou desobediência. MSB/ap/rtr/dpa
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