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Conflito na Colômbia já deixou mais de 6,8 milhões de vítimas

14:18 | 28/12/2014
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O conflito armado na Colômbia já deixou mais de 6,8 milhões de vítimas, 86% das quais sofreram deslocamentos forçados, revelou a diretora da Unidade de Atendimento e Reparação Integral às Vítimas, Paula Gaviria, em entrevista publicada neste domingo pelo jornal El Tiempo.

No total, "86% foram deslocadas e 14% foram vítimas de ameaças, homicídios, desaparecimentos forçados e, em menor proporção, sequestro, violência sexual, roubo e abandono de bens, lesões, tortura, recrutamento forçado de meninos e meninas e atentados", disse Gaviria. A funcionária declarou que o estudo engloba os últimos 30 anos de um total de cinco décadas de conflito.

"A Colômbia é o único país do mundo que se incumbiu a tarefa de registrar (as vítimas), reconhecê-las, saber onde estão, como estão e repará-las", disse Gaviria. O conflito na Colômbia, que contou com a participação de guerrilhas de esquerda, paramilitares de direita, grupos criminosos e agentes do Estado, deixou 220.000 mortos, segundo números oficiais.

"Como o fim do conflito ainda não ocorreu, seguem sendo registradas novas vítimas de deslocamentos em uma proporção inferior. Em 2012 foram expulsas de seus lares 206.504 pessoas, e em 2013 142.181 pessoas foram forçadas a deixar suas casas", declarou a funcionária.

O registro também permitiu estabelecer que 3,4 milhões de pessoas em deslocamento chegaram às cidades, especialmente a Medellín, Bogotá, Santa Marta, Barranquilla, Cartagena, Valledupar, Sincelejo, Montería, Cúcuta, Cali, Popayán, Villavicencio e Florencia.

"E 78% das pessoas deslocadas já retornaram ou se realocaram em outros locais, muitas delas em cidades", disse Gaviria, ressaltando os programas de acompanhamento estatal para a estabilização social e econômica destas vítimas.

O governo do presidente Juan Manuel Santos e a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, marxistas) mantêm negociações de paz desde novembro de 2012 com uma agenda de seis pontos que inclui reparação às vítimas.

AFP
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