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Buscas por avião da AirAsia serão retomadas na segunda-feira

A AirAsia indicou que a aeronave estava "sob o controle do serviço de controle de tráfego aéreo da Indonésia" quando desapareceu

13:42 | 28/12/2014
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As operações de busca do avião da companhia malaia AirAsia, desaparecido quando fazia o trajeto entre Indonésia e Cingapura no sábado com 162 pessoas a bordo, serão retomadas na segunda-feira após sua interrupção neste domingo por falta de visibilidade. "Concluímos as buscas às 17h30 (08h30 de Brasília) porque estava anoitecendo. O tempo não estava muito bom e estava ficando muito nublado", declarou à AFP o responsável do ministério indonésio de Transportes, Hadi Mustofa.

"Amanhã retomaremos os trabalhos às 07h00 ou até mesmo antes se o tempo estiver bom", acrescentou. As forças aéreas indonésias passaram horas buscando o Airbus A320-200, que transportava 155 passageiros, entre eles 16 crianças e um bebê, e sete membros da tripulação, indicou à AFP o diretor-geral da aviação civil indonésia, Djoko Murjatmodjo. Segundo a companhia aérea, no voo havia 156 indonésios, três sul-coreanos, um malaio, um cingapuriano, um britânico e um francês (o co-piloto).

O Airbus, com número de voo HZ8501, decolou do aeroporto internacional Juanda de Surabaya, no leste da ilha indonésia de Java, às 05h20, e seu pouso estava previsto em Cingapura às 08h30 (22h30 de Brasília). Jacarta perdeu o contato com a aeronave às 07h55, disse à AFP o porta-voz do ministério indonésio de Transportes, J.A. Barata. A AirAsia indicou, por sua vez, que a aeronave estava "sob o controle do serviço de controle de tráfego aéreo da Indonésia" quando desapareceu.

Segundo um comunicado da direção da aviação civil de Cingapura, o contato foi perdido no espaço aéreo indonésio, "200 milhas náuticas (350 quilômetros) a sudeste da fronteira entre as regiões de informação de voo de Jacarta e Cingapura". "O avião (...) pediu um desvio devido às condições meteorológicas", disse a companhia malaia em sua página no Facebook. Gérard Feldzer, ex-piloto e especialista aéreo contactado desde Paris, considera que esta manobra é particularmente complexa.

"Quando não se está longe da altura máxima à qual o avião pode voar, a margem de manobra para sobrevoar uma tempestade é muito pequena", afirmou. Apesar disso, em sua opinião o mau tempo não seria o único motivo para explicar o desaparecimento da aeronave. As atividades de busca se concentraram em uma zona situada entre a ilha de Belitung e a província de Kalimantan, na parte indonésia da ilha de Bornéu, a meio caminho da trajetória do voo. Na falta de notícias, o pânico foi se apoderando dos familiares dos passageiros no aeroporto de Changi, em Cingapura.

Em Surabaya, centenas de indonésios se aproximaram do terminal em busca das últimas informações sobre seus entes queridos. Uma mulher de 45 anos explicou à AFP que seis de seus familiares estavam a bordo do avião. "Iam para Cingapura para passar as férias lá. Sempre voaram com a AirAsia sem nenhum problema. Estou muito chocada com a notícia, e inquieta ante a ideia de que o avião tenha se acidentado", afirmou.

O Airbus desaparecido havia sido revisado em 16 de novembro, indicou a AirAsia, uma empresa que nunca teve um acidente fatal até o momento. O presidente indonésio, Joko Widodo, afirmou que sua nação reza pela segurança dos que estavam a bordo. A Austrália e o construtor europeu Airbus se comprometeram a ajudar na investigação, assim como o gabinete de investigação e análise francês (BEA), já que a aeronave foi construída na França.
2014 foi um ano ruim para a aviação malaia, com a perda de dois aviões da companhia nacional Malaysia Airlines.

Um Boeing 777-200 da Malaysia Airlines desapareceu no dia 8 de março pouco depois de sua decolagem em Kuala Lumpur com 239 pessoas a bordo. Quatro meses depois, em 17 de julho, outro Boeing 777 da mesma empresa caiu com seus 298 ocupantes no território controlado pelos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia. A Indonésia, arquipélago de 17.000 ilhas muito dependente do transporte aéreo, apresenta um dos piores balanços da Ásia em matéria de segurança aérea.

AFP
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