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Atentado contra ônibus escolar deixa 26 mortos no Iêmen

As crianças morreram na explosão de seu ônibus escolar, em consequência do ataque contra a casa do líder da milícia xiita "huthi" na localidade de Rada, Abdallah Idris, afirmou à AFP uma fonte das forças de segurança

04:55 | 17/12/2014

Um atentado com carro-bomba contra um dirigente de uma milícia xiita deixou 26 mortos, incluindo 16 crianças, na terça-feira, informaram fontes de segurança e médicas.

 As crianças morreram na explosão de seu ônibus escolar, em consequência do ataque contra a casa do líder da milícia xiita "huthi" na localidade de Rada, Abdallah Idris, afirmou à AFP uma fonte das forças de segurança.

 "O atentado deixou pelo menos 26 mortos, incluindo 16 crianças", declarou esta fonte, afirmando que o ataque tinha "a marca da Al-Qaeda".

 O ministério da Defesa confirmou em seu site na internet o balanço, qualificando de "covarde ataque terrorista contra a casa de um cidadão e um ônibus escolar".
No ataque "resultou a morte de 16 estudantes e 10 cidadãos", declarou uma fonte militar, citada no site do ministério, que apontou como responsáveis "terroristas da rede Al Qaeda".

 As milícias xiitas e a Al-Qaeda tentam há meses tomar o controle de Rada, na província de Al Baida.

 Os atentados se multiplicaram desde que os milicianos xiitas reforçaram no outono sua presença em Rada, como parte de sua ofensiva iniciada em seu reduto, no norte do país, e dali tomar a capital, Sanaa, em setembro, e em seguida regiões do centro e do oeste do Iêmen.

 Em seu avanço foram confrontados à hostilidade das tribos sunitas e da Al-Qaeda, que prometeram uma guerra sem piedade contra milicianos xiitas.
A rivalidade entre os grupos armados enfraqueceu ainda mais o poder. Prova desta fragilidade, o executivo de Jaled Bahah, formado no começo de novembro, não obteve nesta terça-feira o aval do Parlamento, ao fim de uma sessão da qual o partido majoritário, o Congresso Popular Geral (CPG), se retirou.

 Os deputados do CPG se retiraram em protesto pelo fim da permanência de seu partido em Aden, a principal cidade do sul do Iêmen.

AFP
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