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Ações militares matam 77 militantes após massacre em escola no Paquistão

10:50 | 19/12/2014
Aviões paquistaneses e tropas em solo mataram pelo menos 77 militantes de uma região tribal no noroeste do Paquistão, informaram autoridades nesta sexta-feira, dias depois de combatentes do Taleban terem matado 148 pessoas, a grande maioria crianças, numa escola do país.

Também nesta sexta-feira, um promotor afirmou que o governo vai tentar cancelar a fiança concedida ao principal suspeito dos atentados terroristas de 2008 em Mumbai, decisão que irritou a vizinha Índia e colocou em questão o compromisso do Paquistão em lutar contra a militância.

A violência na escola no noroeste paquistanês chocou o país. Após os assassinatos, as Forças Armadas atacaram alvos terroristas na região tribal do Khyber e aprovou a pena de morte para cinco terroristas condenados.

As Forças Armadas disseram que as forças em solo mataram 10 militantes e ataques aéreos mais 17 na noite de quinta-feira, dentre eles um comandante usbeque.

Outros 32 supostos terroristas foram mortos por forças de segurança numa emboscada no vale do Tirah nesta sexta-feira, enquanto eles se dirigiam para a fronteira com o Afeganistão, informaram os militares.

Na manhã desta sexta-feira, militares mataram outros 18 militantes durante uma operação em Khyber, informou o Exército. A região do Khyber é uma das duas áreas principais do noroeste do país de onde as Forças Armadas vem tentando expulsar o militantes nos últimos meses. A região do Khyber faz fronteira com Peshawar, onde aconteceu o massacre na escola. Tradicionalmente, os militantes atacam a cidade e fogem para a região tribal, onde a polícia não consegue persegui-los. A outra região é o Waziristão do Norte, onde o Exército lançou uma grande operação em junho.

Na província do Baluquistão, sul do país, forças de segurança paquistanesas mataram um importante líder do Taleban paquistanês, além de sete de seus associados, em três ações separadas, informou o policial Ali Ahmed.

O chefe do Exército paquistanês assinou as sentenças de morte de seis terroristas condenados e sentenciados à morte por tribunais militares, informaram as Forças Armadas.

Não estava claro quanto o Exército pretende enforcar os seis homens, mas as autoridades geralmente agem rapidamente quando as sentenças são assinadas. Tais execuções geralmente são realizadas em prisões, sob supervisão de oficiais do Exército, e os corpos são entregues aos parentes para serem enterrados. Não foram divulgadas informações sobre os homens ou os crimes pelos quais foram condenados. Fonte: Associated Press.

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