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Policial que matou jovem negro em Ferguson pede demissão

10:20 | 30/11/2014
Darren Wilson anuncia renúncia alegando querer assegurar a segurança dos colegas de corporação e comunidade. No início da semana, um júri decidiu não indiciá-lo pelo assassinato de Michael Brown. O policial Darren Wilson, que atirou e matou em agosto o jovem negro Michael Brown na cidade de Ferguson, nos Estados Unidos, pediu demissão. Wilson, que havia sido absolvido pelo grande júri na última segunda-feira, anunciou a sua renúncia através de uma carta. No documento, divulgado por um dos advogados do policial, Wilson justifica a demissão por motivos de segurança. "Esperava continuar o meu trabalho na polícia, mas a segurança de outros agentes e da comunidade são de grande importância para mim", diz um trecho da carta publicada por um jornal da cidade de St. Louis, do estado do Missouri. "Tenho a esperança que a minha renúncia permitirá que a comunidade se 'cure'." Ainda esta semana, em entrevista ao canal americano ABC, Wilson lamentou o episódio, mas afirmou estar de "consciência tranquila" e que voltaria a agir da mesma forma, pois temeu pela própria vida. Desde o ocorrido, Wilson estava suspenso dos trabalhos policiais. A decisão do grande júri em não indiciar o policial pelo assassinato do jovem Brown, resultou em uma nova onda de protestos violentos nos Estados Unidos. Prédios foram incendiados e dezenas de pessoas presas. O júri declarou não ter encontrado "nenhuma causa plausível" para indiciar Wilson. Em 9 de agosto, Michael Brown, de 18 anos, foi baleado por Darren Wilson. As informações sobre as circunstâncias seguem contraditórias. A polícia alega que o jovem estava tentando roubar pacotes de cigarrilhas em uma loja e agindo de forma "agressiva". Já uma testemunha afirmou que, ao receber os tiros, Brown estaria de mãos levantadas. O episódio gerou inconformação na população de Ferguson e uma série de protestos se alastraram pelo país, na época. Para averiguar se houve ou não uma violação de direitos civis no caso e se a polícia local mantém práticas discriminatórias, o Departamento de Justiça dos EUA instaurou uma investigação paralela. PV/lusa/ap/afp
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