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Manifestantes bloqueiam entrada a aeroporto em protesto contra os 43 estudantes desaparecidos

O protesto é contra o governo pelo desaparecimento de 43 estudantes, supostamente assassinados

16:19 | 10/11/2014
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Manifestantes bloquearam, nesta segunda-feira, 10, as entradas do aeroporto internacional da cidade turística de Acapulco (sul do México), em um novo protesto contra o governo pelo desaparecimento de 43 estudantes, supostamente assassinados.

Eles entraram em um confronto com a polícia deixou vários feridos. Cerca de 300 manifestantes, que se identificam como estudantes, e alguns pais dos 43 desaparecidos iniciaram uma marcha para o aeroporto desse grande centro turístico, mas policiais do Batalhão de Choque impediram-nos de passar pela principal via de acesso.

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Os manifestantes, a maioria com o rosto coberto, reagiram, jogando pedras nos policiais. Dez agentes ficaram feridos por agressões, e um, por queimaduras causadas por um coquetel molotov - disse um funcionário de Segurança Pública do estado de Guerrero.

Nos acessos ao aeroporto, onde já são registrados atrasos nos voos, manifestantes se posicionaram ainda com paus e barras de ferro, impedindo que turistas com malas, alguns deles estrangeiros, entrem no aeródromo.

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O aeroporto "vai ficar fechado por três horas. Ninguém vai entrar ou sair", disse a meios locais o porta-voz dos pais dos estudantes desaparecidos, Felipe de la Cruz, após conversar com os administradores do aeroporto.

Beatriz Fernández, uma mexicana de 75 anos, que passou o fim de semana em Acapulco com a filha, reclamava por não poder embarcar em seu voo com destino a Toluca (centro).

"O que faço com o trabalho amanhã?", questionou Fernández em entrevista à AFP. A filha dela, ao contrário, se disse solidária com o protesto pelos desaparecidos.

"Todos os mexicanos estão nesta luta (...). Não me importa chegar mais tarde porque é justo o que estão fazendo", afirmou Beatriz Barros.

Segundo a página do aeroporto na internet, as chegadas de três voos atrasaram: dois procedentes da Cidade do México e um de Monterrey (norte).

O bloqueio ocorreu durante uma nova passeata com milhares de estudantes e pais dos 43 jovens para exigir às autoridades que mantenham as buscas e encontrem com vida os estudantes, originários da comunidade de Ayotzinapa (Guerrero).

Encontrar os 43 estudantes

A manifestação faz parte da campanha de protestos para exigir das autoridades que continuem a busca e encontrem, com vida, os 43 estudantes da comunidade de Ayotzinapa (Guerrero). Os jovens desapareceram em 26 de setembro em Iguala, depois de serem brutalmente atacados por policiais locais e entregues a traficantes de drogas.

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Na última sexta-feira, 7, a Procuradoria anunciou que três bandidos confessaram ter assassinado os estudantes e queimado seus corpos. Depois, os restos carbonizados foram jogados em um rio próximo.

Incrédulos, os pais e amigos dos jovens exigem da Procuradoria provas dessa versão e insistem em que os garotos continuam vivos.

O anúncio da Procuradoria gerou forte comoção nacional e deflagrou uma onda de protestos. No sábado, estudantes foram até o prédio do governo estadual de Guerrero, na cidade de Chilpancingo, e queimaram cerca de dez veículos nas proximidades.

Na noite de sábado, um pequeno grupo radical saiu da manifestação que seguia pacífica no centro da Cidade do México e tentou derrubar e atear fogo à entrada principal do emblemático Palácio Nacional

 

AFP

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