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EUA relatam avanços no combate ao Ebola

18:30 | 02/11/2014
A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Samantha Power, relatou avanços no controle do surto do vírus Ebola em países da África Ocidental. "Para minha surpresa, realmente há sinais positivos em todos os três países", afirmou em entrevista ao programa norte-americano "Face the Nation", da CBS, após retornar de uma viagem à Libéria, Serra Leoa e Guiné - países mais atingidos pela epidemia.

Segundo ela, o número de "enterros seguros" (que seguem os procedimentos adequados para os cadáveres infectados) aumentou significativamente, o que pode ajudar a reduzir o surgimento de novos casos da doença. De acordo com Samantha, em Monróvia, capital da Libéria, a taxa de enterros seguros está perto de 90%. Em Serra Leoa, esse índice chegaria perto de 100%, sendo que quase todos os corpos são enterrados com segurança em até 24 horas.

"Você pode imaginar a diferença que isso pode começar a fazer apenas em questão de dias ou semanas", afirmou. Segundo ela, o papel das autoridades norte-americanas e britânicas foi crucial para mudar a forma como os cadáveres são manuseados.

A representante dos EUA na ONU destacou ainda que o trabalho da Organização na região está ajudando a população local a ter mais conhecimento sobre o vírus e suas formas de transmissão, o que também deve ajudar a diminuir as taxas de infecção.

Samantha reconheceu, no entanto, que os países afetados pela epidemia precisam de mais médicos e enfermeiros com urgência. De acordo com ela, as organizações não-governamentais que trabalham na região relataram que as equipes de profissionais da saúde são suficientes apenas para o próximo mês. A funcionária disse que os Estados Unidos precisam "ter certeza que estão incentivando esses indivíduos extraordinários e "tratá-los com grande respeito e admiração", quando retornam.

Na semana passada, a justiça do Estado norte-americano do Maine obrigou a enfermeira Kaci Hickox, que tratou de pacientes com Ebola em Serra Leoa, a cumprir um período de quarentena. Em entrevista a um jornal local neste domingo, Kaci criticou o tratamento do governo em relação aos profissionais que são voluntário no combate à doença.

Novos casos

Apesar dos avanços relatados por Samantha, novos casos de profissionais de saúde que contraíram o vírus Ebola em países da África Ocidental foram divulgados neste final semana. Um funcionário da Unicef que estava em Serra Leoa foi recebido para tratamento na França. O paciente, que não teve sua identidade revelada, está internado em unidade isolada de um hospital em Paris.

O governo de Serra Leoa também informou que um médico apresentou teste positivo para o vírus Ebola. O homem, identificado como George Godfrey, é o quinto médico do país a contrair a doença. Os outros quatro médicos infectados em Serra Leoa morreram após contrair o vírus, que já vitimou cerca de cinco mil pessoas na África Ocidental. (Gabriela Vieira, com informações da Dow Jones Newswires e da Associated Press)

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