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Soldado canadense morre em suposto ataque terrorista

08:30 | 21/10/2014
Um soldado canadense morreu e outro ficou ferido ao serem atropelados em um suposto atentado terrorista em uma cidade próxima a Montreal, no Quebec, na segunda-feira. O responsável pelo ataque foi perseguido pela polícia, foi baleado e morreu horas após o incidente.

A vítima fatal do ataque não teve a identidade divulgada, a pedido de familiares, e morreu nesta terça-feira. O outro militar atingido pelo carro está internado, mas com ferimentos leves.

Segundo um agente de segurança que trabalha no caso, o suposto terrorista era Martin Couture Rouleau, de 25 anos, que vinha sendo influenciado por radicais islâmicos. Segundo relato de vizinhos, Rouleau deixou de usar jeans e começou a vestir uma túnica no ano passado, além de ter se convertido ao Islã e adotar um comportamento solitário.

De acordo com o porta-voz da polícia, David Falls, afirmou que o suspeito "era conhecido pelas autoridades federais", que temiam que ele "se tornasse radical".

Após atingir os militares com seu carro, Rouleau tentou fugir e foi perseguido por dois policiais canadenses. Ele então perdeu o controle do carro e capotou várias vezes. Ao tentar sair do veículo, Rouleau foi atingido pelos agentes de segurança e morreu depois, no hospital. Próximo ao suposto terrorista estava um facão, que a polícia diz não saber se Rouleau estava empunhando ao sair do carro.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, foi informado do suposto atentado terrorista. "Em primeiro lugar, nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias; estamos monitorando de perto a situação e obviamente iremos disponibilizar todos os recursos do governo federal (para a investigação)", afirmou.

A polícia se recusou a fornecer detalhes do caso, incluindo a motivação para o crime. Suspeita-se, contudo, que esse ataque possa estar ligado ao grupo Estado Islâmico, que pediu a apoiadores do mundo todo para realizarem atentados em países ocidentais que apoiam a coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater os extremistas. Fonte: Associated Press.

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