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Presidente da Total, maior empresa francesa, morre em acidente de avião

O jato Falcon-50 privado do empresário colidiu com uma máquina de limpeza de neve durante a decolagem

09:55 | 21/10/2014
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A morte em um acidente aéreo em Moscou de Christophe de Margerie, presidente da maior empresa francesa, a multinacional do petróleo Total, provocou uma grande comoção na França, ao mesmo tempo que o presidente russo Vladimir Putin prestou homenagem a um "verdadeiro amigo" do país.

O avião privado do empresário, um jato Falcon-50, bateu nesta segunda-feira, 20, à noite, no momento da decolagem, em uma máquina de limpeza de neve no aeroporto de Vnoukovo.

A tragédia matou os três tripulantes e o executivo de 63 anos, presidente da maior empresa francesa em termos de lucro e volume de negócios e a segunda por capitalização na Bolsa.

Segundo o comitê de investigação russo, o acidente aconteceu por uma negligência criminosa da direção do aeroporto moscovita. Os investigadores indicaram que o condutor da máquina limpa-neve estava embriagado, mas o advogado deste negou a informação.

"Não se trata de um trágico concurso de circunstâncias e sim de uma negligência criminal de funcionários que falharam na tarefa de coordenar corretamente seus empregados", indicou o comitê.

O comunicado oficial acrescenta que alguns membros da direção do Vnoukovo que tentaram dificultar a investigação serão suspensos de suas funções.

Perda

Depois de tomar conhecimento do acidente, o presidente francês, François Hollande, elogiou o talento de Margerie e recordou que ele colocou a Total "entre as primeiríssimas empresas do mundo", enquanto o primeiro-ministro Manuel Valls disse que a França perde "um grande capitão da indústria e um patriota".

Margerie, presidente da Total desde 2010, era um "verdadeiro amigo de nosso país" e personagem de uma "frutífera cooperação entre Rússia e França", afirmou o presidente russo Vladimir Putin.

Segundo o jornal russo Vedomosti, Margerie retornava a Paris depois de uma reunião com o primeiro-ministro Dmitri Medvedev sobre investimentos estrangeiros na Rússia.

O francês, com bons contatos entre as autoridades russas, defendia investimentos no país, em um momento de tensão provocado pelas sanções ocidentais a Moscou motivada pelo conflito ucraniano.

Margerie considerava as sanções inúteis e defendia um "diálogo construtivo" com a Rússia.

AFP

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