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NY: bolsas fecham em queda frente à economia global

18:10 | 01/10/2014
As bolsas de Nova York fecharam nos níveis mais baixos desde meados de agosto, pressionadas pela aversão ao risco provocada por indicadores fracos sobre a economia global e por preocupações com a disseminação do vírus ebola. As ações abriram a sessão em baixa e ampliaram as perdas ao longo do dia.

O índice Dow Jones caiu 238,19 pontos (1,40%), para 16.804,71 pontos. O Nasdaq recuou 71,30 pontos (1,59%), para 4.422,09 pontos, e o S&P 500 cedeu 26,13 pontos (1,32%), para 1.946,16 pontos, o nível mais baixo desde 12 de agosto.

Operadores disseram que muitos investidores que anteriormente estavam otimistas com relação à perspectiva para as ações no quarto trimestre deste ano mudaram de opinião depois dos dados ruins divulgados nos EUA e na Europa. Setores mais sensíveis ao crescimento econômico apresentaram perdas acentuadas, com ações industriais caindo 1,9%, enquanto setores defensivos subiram, como concessionárias, que tiveram alta de 0,6%.

O Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) informou que o índice dos gerentes de compras (PMI, em inglês) industrial dos EUA caiu para 56,6 em setembro, abaixo da previsão de 58,2, enquanto a Markit anunciou que o PMI industrial recuou para 57,5 em setembro, de 57,9 em agosto. Além disso, os gastos com construção diminuíram 0,8% em agosto ante julho, contrariando a alta de 0,6% esperada.

O relatório da Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA) sobre emprego no setor privado dos EUA também trouxe pouco alento aos mercados. Em setembro o setor privado criou 213 mil vagas, acima das 209 mil previstas, mas os dados de agosto foram revisados para criação de 202 mil postos de trabalho, menos que os 204 mil calculados antes.

Na Europa, a surpresa negativa foi o PMI industrial da Alemanha, a maior economia da zona do euro. O resultado caiu pela primeira vez em 15 meses em setembro e ficou abaixo de 50, indicando contração. "A Europa ainda está em recessão e as pessoas estão tentando descobrir o que vai ser feito para acabar com isso", afirmou Ian Winer, diretor de operações com ações da Wedbush Securities.

No noticiário corporativo, o destaque ficou por conta das empresas aéreas, cujas ações foram pressionadas pela notícia de que um homem foi diagnosticado com o vírus ebola nos EUA, levantando preocupações com uma redução da demanda por viagens aéreas. American Airlines caiu 3,07%, Delta Air Lines recuou 3,46% e United Continental perdeu 2,82%. (Danielle Chaves, com informações da Dow Jones Newswires - danielle.chaves@estadao.com)

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