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Militantes curdos avançam em Kobani

12:10 | 15/10/2014
Militantes curdos que defendem a cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, fizeram pequenos avanços contra o grupo Estado Islâmico nesta quarta-feira. Apoiados por bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos, os combatentes enfrentaram os extremistas em confrontos nas ruas da cidade.

Segundo o líder curdo Asya Abdullah, copresidente do partido de União Democrática (PYD, na sigla em árabe), os militantes fizeram progresso contra os guerreiros sunitas horas após os primeiros ataques aéreos na cidade.

Os bombardeios liderados pelos norte-americanos contra o Estado Islâmico não têm ajudado apenas a luta em Kobani. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIG), os ataques diminuíram significativamente a capacidade de produção de petróleo do grupo. Em relatório divulgado na terça-feira, a AIG afirma que a produção nos campos dos extremistas caiu de 70 mil barris por dia para 20 mil. O petróleo é uma fonte de financiamento fundamental para o Estado Islâmico.

A Turquia, que alocou tropas na fronteira com a Síria, mas se recusa a intervir em Kobani por terra, fez pouco caso do conflito nesta quarta-feira. O vice-primeiro-ministro do país, Bulent Arinc, zombou dos militantes curdos que defendem a cidade. "É fácil sequestrar pessoas, mas eles não são capazes de lutar em Kobani", afirmou. "Eu poderia dizer muito mais, mas deixe como está para que eles não fiquem envergonhados".

Arinc comparou os curdos em Kobani aos rebeldes da etnia que lutaram na Turquia por independência durante três décadas. Nesta semana, o governo também atacou posições dos separatistas no país.

A Turquia também negou ter cedido uma base aérea para que os aliados pudessem realizar operações contra o Estado Islâmico. Em troca da colaboração, o país pede que seja criada uma zona livre de voos na Síria e a construção de abrigos para refugiados no país.

Nesta quarta-feira, contudo, o Ministério de Relações Exteriores da Síria emitiu declaração dizendo que rejeita o pedido do país vizinho "sob qualquer pretexto. Fonte: Associated Press.

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