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A cada 5 segundos, morre uma criança de causas evitáveis no mundo

As crianças morrem "porque não foram vacinadas ou porque não têm um mosquiteiro para evitar a picada (de um inseto)", disse especialista

18:04 | 22/10/2014
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A cada cinco segundos morre uma criança no mundo de causas que poderiam ser evitadas, afirmou no Panamá um especialista da ONU, para quem, apesar dos avanços dos últimos 25 anos, ainda há muito a fazer para garantir os direitos dos pequenos.

As crianças morrem "porque não foram vacinadas ou porque não têm um mosquiteiro para evitar a picada (de um inseto)", disse a título pessoal o espanhol Jorge Cardona, especialista da ONU.

Morrem por carecer de "coisas que custam menos de um dólar", lamentou em entrevista.

Cardona é um dos 18 integrantes do Comitê dos Direitos da Criança das Nações Unidas, órgão da Convenção dos Direitos da Criança, firmada por 194 países.

Se a cada cinco segundos morre uma criança, ao longo do dia falecem por causas evitáveis mais de 17.000 pessoas menores de 18 anos, segundo Cardona, que apesar das diferenças entre regiões considera que as crianças também são as mais prejudicadas nos países desenvolvidos.

Em 1999, na Espanha, 19% dos menores estava em risco de pobreza e exclusão, percentual que aumentou para 32% após a crise de 2008, acrescentou.

"Podemos dizer o mesmo de França e Itália, onde a situação é exatamente a mesma" que na Espanha, onde há crianças desnutridos que ficaram sem acesso a serviços básicos, como educação e saúde, afirmou.

Os maiores problemas que as crianças enfrentam em todo o mundo são a pobreza, a carência de serviços básicos e a violência, além do tráfico de menores, a prostituição e venda de seus órgãos.

Só Sudão do Sul, Somália e Estados Unidos não ratificaram a Convenção dos Direitos da Criança, após o que os menores passaram de um objeto de proteção a um sujeito de direito, segundo Cardona.

"Vinte e cinco anos de Convenção representaram um grande passo", embora "entre o que diz o Tratado e o que acontece na realidade haja uma enorme diferença", diz Cardona, que admite que "o caminho que nos resta a percorrer é muito mais longo do que o que percorremos".

 

AFP

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