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Parlamento iraquiano aprova novo governo liderado pelo xiita Haider al-Abadi

21:29 | 08/09/2014
Novo chefe de governo promete lutar contra "Estado Islâmico". Ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki fica com um dos três cargos cerimoniais de vice-presidente. EUA saúdam o novo executivo do Iraque. Em meio a luta contra a milícia do "Estado Islâmico" (EI), o Parlamento do Iraque aprovou o gabinete do novo primeiro-ministro Haider al-Abadi, que fez o juramento de posse nesta segunda-feira (08/09). Porém, ainda falta definir quem vai ficar com as pastas da Defesa e do Interior. Al-Abadi prometeu fazer a indicação em uma semana. Na mesma sessão parlamentar os deputados elegeram os vice-presidentes, cujos cargos cerimoniais serão ocupados por três rivais políticos: os ex-primeiros-ministros e xiitas Nuri al-Maliki e Iyad Allawi e o último porta-voz paralamentar e sunita Osama al-Nujaifi. Maliki foi primeiro-ministro por oito anos e lutou até o último minuto para ficar por um terceiro mandato. Ele deixou o cargo em agosto, só depois de ficar sob pressão intensa dos blocos políticos sunitas, xiitas e curdos do país, além do Irã e dos Estados Unidos. O sucessor al-Abadi, que assim como Maliki é do partido islamista xiita Dawa, prometeu retomar as relações de Bagdá com o Curdistão iraquiano, adotar um programa de descentralização e reconstruir o exército iraquiano para unificar o país e derrotar o "Estado Islâmico". Estados Unidos saúdam novo governo O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o secretário de Estado, John Kerry, saudaram a formação do novo governo iraquiano. Obama telefonou hoje com o novo chefe do governo iraquiano e ambos "convergiram na importância de o novo executivo tomar rapidamente passos concretos para afrontar as aspirações e as queixas legítimas do povo iraquiano", disse um comunicado da Casa Branca. John Kerry disse que a formação deste novo governo "é um enorme feito para o Iraque". O secretário de Estado inicia na terça-feira uma viagem à Jordânia e à Arábia Saudita com o intuito de formar uma coligação internacional para combater os jihadistas, que se apoderaram de uma parte da Síria e do norte do Iraque. PV/lusa/rtr/afp

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