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Obama adverte que está preparado para lançar ataques na Síria

23:04 | 10/09/2014
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu nesta quarta-feira em um pronunciamento à nação que seu governo está preparado para lançar ataques contra o Estado Islâmico (EI) na Síria, e que vai ampliar as operações aéreas contra os jihadistas.

Obama, que quer entrar para a história como o presidente que pôs fim a uma década de envolvimento em conflitos no exterior, abriu uma nova frente no Oriente Médio, comprometendo-se também a reforçar as forças iraquianas e a aumentar a assistência militar à oposição síria.

Em um discurso transmitido no horário nobre da televisão, Obama disse que o EI, que decapitou dois jornalistas americanos e tomou grandes faixas territoriais no Iraque e na Síria, é um grupo extraordinariamente brutal, mesmo para os padrões de grupos radicais armados no Oriente Médio.

"Eu deixei claro que nós vamos caçar os terroristas que ameaçarem o nosso país, onde quer que estejam. Isso significa que não hesitarei em ordenar ações contra o Isil na Síria, assim como no Iraque", disse o presidente, usando um acrônimo alternativo para o auto-intitulado Estado Islâmico.

"Este é o princípio fundamental da minha presidência: se você ameaçar os Estados Unidos, você não vai encontrar refúgio."
Obama pediu ao Congresso "autorização e recursos adicionais para treinar e equipar" a oposição síria, dizendo que ela é "o melhor contrapeso" aos combatentes do EI.

"Na luta contra o Isil, nós não podemos confiar em um regime Assad que aterroriza o seu povo; um regime que nunca receberá a legitimidade perdida", disse o presidente, referindo-se ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

O presidente americano anunciou que havia ordenado o envio de mais 475 conselheiros militares para prestar assistência às forças iraquianas, principalmente em tarefas de treinamento para enfrentar o grupo ultra-radical.

Buscando manter sua doutrina de substituir as guerras envolvendo tropas terrestres - que podem facilmente se tornar um atoleiro - por um envolvimento aéreo limitado mas letal, Obama comparou o novo conflito com as operações antiterroristas na Somália e no Iêmen, envolvendo ajuda técnica e ataques com aviões não-tripulados (drones).

Em seu pronunciamento de 14 minutos, Obama deixou claro que, apesar de os Estados Unidos buscarem liderar "uma ampla coalizão" para combater a ameaça do EI, as tropas americanas não serão enviadas a um território estrangeiro como parte da operação.

"Quero que o povo americano entenda como este esforço vai ser diferente das guerras no Iraque e no Afeganistão," disse.

AFP

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