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Câmara dos EUA decide se aprova apoio a rebeldes sírios

16:40 | 17/09/2014
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deve decidir nesta quarta-feira se vai aprovar o treinamento e o armamento de rebeldes sírios, em um programa que terá efeito até a metade de dezembro. Este será o primeiro indício da opinião do Congresso sobre o plano do presidente Barack Obama para expandir os esforços militares norte-americanos no Oriente Médio.

A medida deve ser aprovada, mas o debate até agora evidenciou a ambivalência entre alguns congressistas que querem dar um fim à violência praticada pelo Estado Islâmico, mas estão relutantes em enviar missões militares a uma parte do mundo de onde os EUA já haviam se ausentado. Outros estão preocupados que a ideia de armar os rebeldes sírios sairá pela culatra, com as armas acabando nas mãos erradas, inflamando ainda mais as tensões na região. Enquanto isso, uma parte dos Republicanos acredita que a estratégia não é ampla o suficiente.

Obama tem conversado individualmente com os congressistas desde o começo da semana passada - logo após o governo da Arábia Saudita concordar em receber um programa para armar e equipar os rebeldes -, para tentar persuadi-los a incluir a autorização para o programa na lei de orçamento para o ano que vem, que deve ser aprovada.

A lei orçamentária, que deve ser votada logo após o Congresso decidir se inclui a emenda autorizando o programa, é uma "resolução contínua" que manteria os orçamentos do governo nos níveis atuais até o dia 11 de dezembro. O ano fiscal atual acaba no dia 30 de setembro. O Senado deve votar o projeto de lei orçamentária na quinta-feira.

A emenda sobre o plano de armar os rebeldes sírios também funciona como um tipo de referência para sinalizar se o Congresso apoia o plano mais amplo de combate ao grupo radical. O governo Obama espera que os insurgentes participem do conflito contra o Estado Islâmico.

Os congressistas analisam se vão deixar a questão mais difícil, de decidir se autorizam explicitamente ações militares contra os extremistas, quando retornarem ao trabalho após as eleições legislativas de novembro. Sinalizando para a possibilidade de uma votação depois das eleições de meio do mandato, a emenda está estruturada para autorizar o programa de treinamento apenas até o meio de dezembro. O Congresso deve voltar a funcionar no final do ano e renovar a autorização. Fonte: Dow Jones Newswires.

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