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Papa Francisco encontra escravas sexuais em última missa em Seul

Na manhã desta segunda-feira, 18, o Papa se preparava para celebrar a última missa, quando cumprimentou uma das mulheres de forma bastante emotiva

09:50 | 18/08/2014

No último dia da visita histórica à Coreia do Sul, o papa Francisco teve um encontro emocionado com idosas que foram forçadas à escravidão sexual por militares japoneses, durante a 2ª Guerra Mundial.

Na manhã desta segunda-feira, 18, o papa se preparava para celebrar a última missa, na catedral de Myeongdong, em Seul, quando cumprimentou uma das mulheres de forma bastante emotiva, segundo informações do site Terra.

A idosa Kim Bok-dong, de 89 anos, foi à missa em cadeira de rodas, e era uma das sete "escravas sexuais" que participaram da cerimônia. A ativista já conhecida por reivindicar os direitos desse grupo, as chamadas "mulheres de conforto", entregou um pin com uma borboleta a Francisco, que o colocou em sua lapela.

O objeto é símbolo das meninas e adolescentes que foram recrutadas pelo Império japonês para servirem como "mulheres de conforto" para os soldados da Segunda Guerra.

Ainda de acordo com o site Terra, o número de mulheres feitas escravas sexuais no Japão chega à 200 mil. As que ainda estão vivas já passam dos 80 anos de idade, e, junto com outras seguidoras da causa, manifestam-se há 24 anos para exigir de Tóquio desculpas "sinceras", embora um pedido oficial já tenha sido feito em 1993.

Após o encontro com a representante da causa, Francisco deu início à última missa de sua visita à Coreia do Sul, pela paz e pela reconciliação.

Redação O Povo Online

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