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Libéria e Serra Leoa impõem quarentena por ebola

11:20 | 07/08/2014
Soldados da Libéria impediam, nesta quinta-feira, que pessoas da zona rural do país onde foram registrados vários casos de ebola, tentassem chegar à capital liberiana, horas depois de o presidente ter declarado estado nacional de emergência.

Há relatos a respeito de famílias que escondem parentes doentes em casa e de corpos abandonados nas ruas da região rural do país.

Esforços semelhantes para conter a população eram realizados em áreas do leste de Serra Leoa depois de autoridades terem lançado a "operação polvo", numa tentativa de manter os doentes com Ebola em isolamento. Embora a epidemia tenha chegado a quatro países, Libéria e Serra Leoa registram mais de 60% das mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O surto surgiu em março e já matou 932 pessoas.

Ao anunciar o estado de emergência, que vai vigorar por 90 dias, a presidente liberiana Ellen Johnson Sirleaf disse que o pior surto de ebola já registrado exige "medidas extraordinárias para a sobrevivência de nosso Estado e para a proteção das vidas de nosso povo".

Ela advertiu que algumas liberdades civis podem ser suspensas caso necessário. Nesta quinta-feira, soldados já restringiam a movimentação em estradas da capital, Monróvia, disseram testemunhas. Alguns soldados foram enviados para a cidade de Klay, cerca de 42 quilômetros a oeste de Monróvia, para tentar impedir as pessoas de três condados, onde foram registrados casos de ebola, que se aproximassem da capital.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, estuda retirar soldados, policiais e agentes penitenciários de seu país que servem com as forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) na Libéria por causa do surto de ebola, informou um jornal estatal. "Não devemos nos expor desnecessariamente", afirmou Mugabe ao diário.

Na Espanha, estado de saúde o missionário infectado pelo vírus do ebola era considerado estável, informaram funcionários da área da saúde em Madri. Miguel Pajares, de 75 anos, foi levado de volta para a Espanha depois de deixar a Libéria, onde ajudava a tratar de infectados pela doença e foi uma das três pessoas cujos exames mostraram ter contraído o vírus no hospital San José, em Monróavia, no início desta semana. Juliana Bohi, uma freira da Guiné Equatorial que tem nacionalidade espanhola e trabalhava com Pajares na Libéria, também foi levada para a Espanha, mas ela não está infectada pelo vírus do ebola.

A Arábia Saudita aconselhou seus cidadãos e moradores a evitar viajar para Libéria, Serra Leoa e Guiné até nova ordem em razão do surto de ebola. A advertência foi emitida na noite de quarta-feira pelo Ministério da Saúde e foi feita depois de um homem saudita ter morrido. Ainda não havia confirmação se a morte foi causada pelo vírus.

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