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Espanha recebe paciente com ebola

17:42 | 07/08/2014
Religioso de 75 anos ajudava pacientes infectados na Libéria, onde foi decretado estado de emergência. Sua assistente, apesar de apresentar teste negativo para o vírus, também ficará isolada em hospital em Madri. Dias após dois pacientes infectados pelo vírus ebola desembarcarem nos EUA para tratamento, dois espanhóis foram levados na manhã desta quinta-feira (07/08) da Libéria para Madri. Um avião do Exército transportou o religioso Miguel Pajares e sua assistente, a monja de origem guineense e com passaporte espanhol Juliana Bohe, para a capital da Espanha. Exames confirmaram que Pajares contraiu o vírus, mas os testes deram negativo no caso de Bohe. Ainda assim, ela foi levada para observação e ficará isolada. O religioso de 75 anos e sua assistente estavam ajudando a cuidar de pessoas infectadas pelo vírus na Libéria. Pajares contraiu ebola em um hospital de Monróvia, capital do país, segundo a ONG espanhola Juan Ciudad, para a qual ele trabalha. Em mensagem enviada pela conta oficial do Twitter, o Ministério da Defesa espanhol informou que o avião trazendo os dois havia pousado às 8h15 (hora local). A aeronave militar foi equipada com todas as medidas médicas e de segurança para evitar contágios à tripulação e ao pessoal médico que acompanhou a operação. Os pacientes serão tratados no hospital Carlos 3º, que conta com todos os protocolos de segurança ativados para garantir um risco mínimo de contágio. Esta é a primeira vez que uma pessoa infectada pelo vírus do ebola é tratada na Espanha. Estado de emergência Na noite de quarta-feira, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, declarou estado de emergência no país. A epidemia do ebola "exige medidas extraordinárias para a sobrevivência do Estado", salientou. "O vírus do ebola, as ramificações e as consequências da doença constituem agora um problema que afeta a existência, a segurança e o bem-estar da República, representando um perigo claro e imediato", disse a presidente antes de declarar o estado de emergência. Também nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que considera prematura a utilização do medicamento experimental que foi usado no tratamento do médico e da missionária americanos levados aos EUA. Uma fórmula elaborada por um laboratório biotecnológico americano e conhecida por ZMapp havia sido ministrada nos dois ainda na Libéria. Após a aplicação da substância, testada com sucesso apenas em macacos, ambos os infectados registraram melhora. "Penso que devemos deixar que a ciência nos guie. Acho que ainda não temos toda a informação para determinar que esse medicamento é eficaz", disse Obama no encerramento da cúpula EUA-África, em Washington. Autoridades sanitárias dos EUA aumentaram o nível de alerta para "1", o mais elevado, para melhor responderem à epidemia, ressaltando que se trata de uma medida destinada a "mobilizar recursos". Obama disse que os americanos estão trabalhando com parceiros europeus e com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para arrecadar fundos a fim de conter a epidemia. O surto do ebola na África Ocidental já infectou 1.711 pessoas, das quais 932 morreram, de acordo com o mais recente balanço divulgado pela OMS. LPF/lusa/afp/ap

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