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Israel intensifica segurança em funeral de adolescente

09:00 | 04/07/2014
A política israelense intensificou a segurança no interior e nas proximidades de Jerusalém nesta sexta-feira, antes do funeral do adolescente palestino Mohammed Abu Khdeir, de 16 anos, mortos após ter sido sequestrado perto de sua casa. Os palestinos acusam extremistas judeus por sua morte.

A polícia tomou precauções adicionais, já que o funeral coincide com a primeira sexta-feira de orações do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

O porta-voz policial Micky Rosenfeld disse que a cidade estava calma nesta sexta-feira, após dois dias de protestos em razão da morte do jovem palestino, cujo corpo queimado foi encontrado na quarta-feira numa floresta, horas depois de ele ter sido obrigado a entrar num carro nas proximidade de sua casa, em Jerusalém Oriental. O funeral do adolescente está marcado para a tarde desta sexta-feira.

Informações sobre a morte irritaram os moradores do bairro de Shuafat, que entraram em confronto com a polícia durante dois dias, lançando pedras e bombas incendiárias enquanto as forças de segurança respondiam com gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.

A família de Abu Khdeir instalou uma grande tenda funerária do lado de fora da casa para aqueles que quisessem prestar suas condolências. O pai do jovem, Hussein, disse que os médicos concluíram a autópsia na noite de quinta-feira e que a família aguardava o recebimento do corpo após as orações.

Os palestinos acusam extremistas israelenses pelo assassinato, argumentando que foi uma vingança pela morte de três adolescentes judeus, sequestrados e mortos na Cisjordânia.

A polícia de Israel disse que uma investigação está em curso e que os motivos do assassinato ainda não foram esclarecidos.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tentou acalmar a situação na quinta-feira, condenando o assassinato de Abu Khdeir e prometeu encontrar os responsáveis. "Ainda não sabemos os motivos ou as identidades dos criminosos, mas faremos isso. Vamos levar à Justiça os criminosos responsáveis por este crime desprezível, sejam eles quem forem", afirmou ele durante um discurso em celebração ao dia da independência dos Estados Unidos. Fonte: Associated Press.

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