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Indiano diz que crimes sexuais em Goa são causados por causa do biquíni

O indiano fez um apelo para que as mulheres deixassem de usar o acessório de banho. Foi pedido também que as mulheres não andem de saia curta

16:42 | 02/07/2014
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Com o argumento de que o biquíni é contra a cultura da Índia, o ministro de Obras Públicas, Sudin Dhavalikar, do Estado indiano de Goa, alertou às mulheres que deixassem de usar a vestimenta para evitar os crimes sexuais.

 O ministro comentou que é difícil controlar as pessoas que chegam a Goa e que quando as vítimas dão queixa, já é tarde demais. “Não deveríamos permitir que garotas de biquíni entrassem em lugares públicos, porque é muito difícil controlar as pessoas que chegam a Goa de diferentes Estados. Quando a vítima chega à polícia já é tarde demais. É melhor controlar esse tipo de atividade nas praias”, afirma Dhavalikar.

 O indiano é membro do partido Maharashtrawadi Gomantak, aliado ao Bharatiya Janata (BJP), partido que governa a Índia.

 Goa é um destino barato para passar férias, principalmente para turistas britânicos. Após a morte da britânica Scarlett Keeling, em 2008, o Estado vem controlando a movimentação noturna.

 Em 2009, duas mulheres foram hospitalizadas depois de um ataque feito por hinduístas radicais aos fregueses de um bar de Mangalore, localizado no sul da Índia.

 Os comentários do ministro causaram polêmica. As opiniões controvérsias dizem que os estupros e outros abusos sexuais só enaltecem mais ainda a sociedade patriarcal existente na Índia.

Redação O POVO Online

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