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Executivo acusado de revenda ilegal de ingressos da Copa é liberado

O britânico Ray Whelan, 64 anos, diretor da Match Services, foi detido na segunda-feira no hotel Copacabana Palace, onde estava hospedado

12:13 | 08/07/2014
O diretor da empresa Match, associada à Fifa na venda de pacotes da Copa do Mundo, foi liberado na madrugada desta terça-feira, horas depois de ser detido por suspeita de liderar uma rede de venda ilegal de ingressos para o Mundial.

O britânico Ray Whelan, 64 anos, diretor da Match Services, foi detido na segunda-feira no hotel Copacabana Palace, onde estava hospedado.

A justiça concedeu a liberdade provisória a Whelan, que já trabalhou com o ex-jogador inglês Bobby Charlton, na madrugada de terça-feira, informou a Polícia Civil.

Mas o delegado Fabio Barucke informou que o britânico será convocado novamente a depor, sob suspeita de ter infringido o artigo 41 do Estatuto do Torcedor, que considera crime a oferta, desvio ou facilitação da distribuição de ingressos para venda por um preço superior ao da entrada.

Um porta-voz da Match afirmou que Whelan é inocente e retomará o trabalho na Copa do Mundo, ao mesmo tempo que coopera com a polícia.

A empresa está convencida de que "os fatos estabelecerão que ele (Whelan) não violou nenhuma lei", destacou em um comunicado o porta-voz da empresa, Andreas Herren, ex-secretário de comunicação da Fifa.

A polícia acredita que Whelan repassava os ingressos para a venda ilegal e que ele estava acima do franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, uma das 11 pessoas detidas na semana passada na operação "Jules Rimet" que desmantelou uma rede internacional de revenda ilegal de entradas da Copa.

De acordo com a polícia, o diretor da Match repassava entradas VIP de cortesia a Fofana, destinadas originalmente a várias ONGs, patrocinadores e parentes de jogadores. Fofana as revendia ilegalmente com a ajuda de agências de viagens e de seus contatos no mundo do futebol.

Quase mil ingressos eram revendidos ilegalmente a cada partida, ao preço médio de mil euros cada, segundo o promotor Marcos Kac.

O esquema estaria em funcionamento desde 2002, há quatro Copas do Mundo, segundo a polícia.

A Fifa informou na segunda-feira que tomava conhecimento da detenção de Whelan e que colaborava com a investigação.

A polícia do Rio havia identificado Whelan como diretor da Match Hospitality, mas a Fifa informou que o britânico é diretor da Match Services, que trabalha em serviços ligados com ingressos, hospedagem e eventos da Copa do Mundo.

A Match Hospitality tem o direito exclusivo de vender os pacotes de hospitalidade da Copa, com tudo incluído.

Este é o mais recente escândalo que afeta a Fifa, que enfrenta denúncias de que alguns integrantes aceitaram suborno para apoiar a eleição do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Um dos acionistas da Match Hospitality é a Infront Sports and Media, com sede na Suíça, dirigida por Philippe Blatter, sobrinho do presidente da Fifa Joseph Blatter.
AFP

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