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Bolsas fecham sem direção em Nova York

17:20 | 23/07/2014
As bolsas de Nova York fecharam em direções divergentes nesta quarta-feira, com os investidores focados em balanços corporativos em dia de agenda macroeconômica vazia. O índice Dow Jones foi o único a fechar no vermelho, pressionado pela Boeing, que divulgou balanço hoje. O S&P 500, porém, alcançou seu 26º recorde de fechamento do ano.

O Dow Jones fechou em queda de 26,91 pontos (0,16%), aos 17.086,63 pontos. Boeing (-2,34%) e Caterpillar (-1,53%) foram os destaques negativos. O S&P 500 avançou 3,48 pontos (0,18%), para o patamar recorde de 1.987,01 pontos. Já o Nasdaq encerrou em alta de 17,68 pontos (0,40%), aos 4.473,70 pontos, impulsionado pelas ações da Apple (+2,61%) e do Facebook (+2,92%).

"Os balanços estão vindo bastante bons e é isso que está levando o mercado a novas máximas", afirmou Jerry Braakman, diretor de investimentos da First American Trust.

No front geopolítico, diante da colaboração das milícias pró-Rússia com as investigações sobre a tragédia do voo MH17 e a reação considerada comedida das autoridades ocidentais, o apetite por ativos mais arriscados e de maior rendimento aumentou nos mercados internacionais. O sentimento de alívio veio principalmente depois que a União Europeia decidiu ontem reforçar as sanções contra a Rússia ao ampliar a lista com pessoas e organizações que sofrerão restrições.

Em reação à queda do avião da Malaysia Airlines, os investidores estavam em alerta diante da expectativa de uma resposta mais forte, como limitações ao setor de energia russo, no entanto, ao continuar se focando em alvos específicos, a resposta foi vista como moderada e não deve ter impacto na economia mais ampla.

Mais cedo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou sua previsão de crescimento dos Estados Unidos em 2014 para 1,7%. O próprio Fundo classificou o número como decepcionante. No mês passado, o FMI já havia cortado suas projeções para o país, dos 2,8% divulgados no relatório "Perspectiva Econômica Global" em abril, para 2%. Uma elevação dos juros antes do previsto é um risco para a atividade, destaca o documento, que sugere elevação gradual nas taxas.

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