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Após muito nervosismo, torcida alemã em SP vibra com vitória sobre a França

16:23 | 04/07/2014
A cada contra-ataque francês, apreensão tomava conta dos torcedores que acompanharam a partida entre Alemanha e França no Instituto Goethe de São Paulo. Mas o apito final abriu caminho para a festa. Apesar dos ataques perigosos da França e dos gols perdidos da Alemanha , a confiança na vitória alemã reinava entre as cerca de 300 pessoas reunidas no Instituto Goethe de São Paulo para acompanhar a partida válida pelas quartas de final da Copa. O duelo entre as duas seleções europeias foi regado a muita cerveja e comida típica alemã, como currywurst com batata frita. Os torcedores a ampla maioria pró-Alemanha puderam assistir à partida num grande telão montado no local, que tinha decoração com bandeirinhas e camisas de diversos times e seleções. O amor à seleção alemã foi mostrada com rostos pintados, chapéus e perucas com as cores da bandeira do país. Bandeiras do Brasil também não faltaram no local. No início da partida, a Alemanha dominou o jogo, mas a França fazia contra-ataques e deixava muitos telespectadores apreensivos no local. O gol de Mats Hummels, aos 12 minutos do primeiro tempo, trouxe muita alegria para o local e deixou os torcedores mais aliviados, mas ainda preocupados com as perigosas entradas da França na grande área alemã. O casal Michael e Nadine Zangerle, de Bonn, na Alemanha, estava viajando pela América Central, mas resolveu ir pela primeira vez ao Brasil depois que conseguiu ingressos para assistir ao jogo entre Gana e Alemanha. Os dois elogiaram muito a atmosfera de Copa no país. "As pessoas são muito simpáticas e nos ajudaram muito", afirmou Michael. Eles não esperavam, porém, que a Équipe Tricolere fosse criar tantas oportunidade de gol, principalmente no segundo tempo da partida, e que também a Alemanha perderia tantas oportunidades de aumentar a vantagem sobre os franceses. A cada defesa do goleiro Manuel Neuer, muitas palmas ecoavam pelo local. Ao mesmo tempo, muito desespero quando os alemães chegavam ao ataque e perdiam a chance de ampliar a partida. Tensão por 90 minutos Não foi a primeira vez que Octávio Marcondes Kuhlmann compareceu ao Instituto Goethe para acompanhar uma partida da Alemanha. Vestido a caráter, com uma Lederhose comprada em Munique, estava torcendo para a Alemanha por causa de seus descendentes alemães. E estava de olho na próxima partida, que pode ser entre Alemanha e Brasil. "Se o Brasil ganhar, os brasileiros vão se esquecer dos problemas e viver um 'carnaval'", afirmou. A diretora do Instituto Goethe de São Paulo, Katharina Von Ruckteschell, disse que a ideia do instituto é oferecer um ambiente informal, que seja um ponto de encontro de várias culturas. Quando a Alemanha jogou contra Gana, cerca de 800 pessoas acompanharam a vitória da seleção alemã, disse. "Nós passamos todas as partidas e também fazemos atividades culturais e musicais. Os jogos da Alemanha são os que mais têm movimento." No local havia também vários colombianos, que já estavam a postos para assistir à próxima partida de sua seleção, contra o Brasil. A tensão dos torcedores no Instituto Goethe durou até o apito do juiz finalmente carimbar a passagem da Alemanha para a semifinal. No final da partida, vencida pelos alemães por 1 a 0, todos se levantaram e festejaram muito. Casais se beijaram e torcedores se abraçaram, e gritos de "Deutschland, Deutschland!" ecoaram pelo local.

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