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Putin pede suspensão de licença para intervenção militar na Ucrânia

14:39 | 24/06/2014
Medida foi aprovada pelo Parlamento russo em março, e pedido pode aliviar a tensão na Ucrânia. Alemanha pede mais participação da Rússia em missão ucraniana da OSCE. Apesar de cessar-fogo, conflitos continuam na região. Um dia após a União Europeia ameaçar a Rússia com sanções econômicas abrangentes, o presidente russo, Vladimir Putin, pediu que o Parlamento suspenda a permissão para uma intervenção militar na Ucrânia, concedida em março. O pedido deve ser aprovado na quarta-feira (25/06) pela maioria dos parlamentares. Segundo o porta-voz do Kremlin Dimitri Peskov, o passo deve aliviar um pouco a crise na Ucrânia. A licença para uma intervenção militar na região foi aprovada em março pelo Parlamento em Moscou, sob a alegação de proteção à população russa que vive no país. Ela autorizava Putin a enviar tropas ao país vizinho, até a situação se normalizar. O pedido de Putin é uma forma de demonstrar apoio as negociações de paz na Ucrânia, afirmou o Kremlin. A decisão foi elogiada pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, que a descreveu como "um primeiro passo fundamental". Na sexta-feira os chefes de governo e de Estado da União Europeia se encontram para debater a crise e possíveis sanções econômicas contra a Rússia, caso o país se recuse a contribuir para amenizar a situação ucraniana. Comissão internacional O ministro do Exterior da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, visitou a Ucrânia nesta terça-feira. Após um encontro com Poroshenko, ele incentivou uma participação maior da Rússia na missão dos observadores internacionais da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), para solucionar o conflito no leste ucraniano. "Ajudará bastante, se ao lado das várias nações que participam agora da missão da OSCE, a Rússia participar com seus próprios observadores", declarou Steinemeier. Além disso, é preciso esclarecer se a missão comum possibilitará, no final, um trabalho em conjunto de controle na fronteira da Rússia com a Ucrânia, propôs o ministro. Steinmeier também pediu aos separatistas que libertem os oito observadores da OSCE que foram tomados como reféns há semanas. Durante o encontro, lembrou a importância do cessar-fogo, que deve ser mantido não somente pelas tropas do governo, "mas também pelos rebeldes no leste do país". Conflitos continuam Segundo o presidente ucraniano, os separatistas pró-Rússia não haviam cumprido o pacto de trégua, horas após de terem aceitado a medida. "Infelizmente ocorreram violações do cessar-fogo do outro lado. Na noite passada houve oito incidentes, um soldado foi morto e vários ficaram feridos", informou Poroshenko. Milícias rebeldes, usando lança-granadas e morteiros, atacaram um posto militar próximo à cidade de Slaviansk, controlada por separatistas, e com armas menores atacaram outro posto na fronteira com a Rússia, informou Kiev. Após um encontro com representantes da OSCE e dos governos ucraniano e russo, na segunda-feira os rebeldes anunciaram que aceitavam o cessar-fogo até dia 27 de junho, imposto unilateralmente por Poroshenko. A medida foi a primeira etapa do plano de paz proposto por Kiev. CN/rtr/dpa/afp

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