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Polícia usa bombas de gás para dispersar manifestação contra a Copa em SP

12:25 | 12/06/2014
A poucas horas do pontapé inicial da Copa, polícia dispersa protesto que queria bloquear a Radial Leste, principal ligação das delegações com o Itaquerão. Homem é detido e duas jornalistas da CNN ficam feridas. A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral e balas de borracha para dispersar uma manifestação contra a Copa do Mundo na manhã desta quinta-feira (12/06), próximo à estação de metrô Vila Carrão, na zona leste de São Paulo. Durante o confronto entre policiais e manifestantes, houve tumulto e correria nas ruas laterais da estação. O grupo de mais de cem pessoas, que se reuniu às 10h na estação de metrô, não teria atendido ao pedido da PM de se afastar da Radial Leste que é a principal ligação das delegações ao estádio do Itaquerão, que se localiza a cerca de 10 quilômetros do local onde aconteceu o protesto. Um homem que não quis desbloquear a Radial Leste foi detido pela polícia. Duas jornalistas da CNN Barbara Arvanitidis e Shasta Darlington foram feridas por estilhaços de bombas de efeito moral usadas pela Polícia Militar e foram levadas a um hospital da região. Depois de ter o protesto dispersado pela polícia, os manifestantes tentaram se reagrupar, e a PM voltou a lançar mais bombas de dispersão. Outro protesto ocorre no final da manhã em frente ao Sindicato dos Metroviários para pedir a readmissão dos 42 trabalhadores que foram demitidos por justa causa pelo governo estadual em função da greve da categoria. Outro ato vai ocorrer na invasão Copa do Povo, do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MST) localizada a 3,5 quilômetros de distância do Itaquerão.

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