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Opositor tem liberdade condicional negada na Venezuela

18:00 | 05/06/2014
A justiça abriu o julgamento contra o líder opositor venezuelano Leopoldo López e lhe negou a liberdade condicional, informaram a Procuradoria-Geral e os defensores do político na madrugada desta quinta-feira.

Depois de uma longa audiência que se prolongou por mais de três dias, a juíza que é responsável pelo caso, Adriana López, determinou que o opositor será submetido a juízo privado de liberdade e ratificou as quatro acusações contra ele, entre as quais o de incitar a violência nos protestos de fevereiro, disse à Associated Press o advogado Bernardo Pulido, um dos três defensores do político.

O tribunal admitiu a acusação da Procuradoria contra López pelos delitos de incêndio, instigação pública, danos à propriedade pública e associação para delinquência. A juíza determinou ainda que o político deverá permanecer recluso em uma prisão militar de Ramo Verde, nas proximidades da capital, informou um comunicado do Ministério Público.

Se for declarado culpado pelas quatro acusações, o dirigente do partido da Vontade Popular poderá enfrentar uma condenação de 13 anos, 9 meses e uma semana de prisão, segundo estimativas da Procuradoria.

Dirigentes do partido Vontade Popular alertaram para o risco de manter o político oposicionista na prisão. "Com Leopoldo López estão abrindo o precedente para julgar qualquer um. É frente à isso que temos de avançar, não podemos ter medo", disse à imprensa o coordenador político adjunto do partido, que convocou um protesto no próximo domingo para protestar contra o líder opositor. Fonte: Associated Press.C

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