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Merkel, Hollande e Putin pedem a Poroshenko prorrogação de cessar-fogo

13:56 | 29/06/2014
Líderes conversam sobre importância de ações para solucionar conflito ucraniano. Em Kiev, por outro lado, manifestantes pediram fim do cessar-fogo e ataque aos separatistas. Quatro observadores da OSCE são libertados. Em teleconferência que durou mais de duas horas, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, conversaram neste domingo (29/06) sobre a crise ucraniana. O tema da conversa foi a importância de avanços concretos com vista à segurança da Ucrânia, prorrogação do cessar-fogo e implementação do plano de paz, informou Hollande em comunicado. As lideranças também conversaram sobre a possibilidade de a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) enviar observadores para a fronteira da Ucrânia com a Rússia. Segundo Moscou, os líderes pediram ao presidente ucraniano que o cessar-fogo seja prorrogado. Após o telefonema, Poroshenko confirmou que os quatros líderes marcaram para esta segunda-feira mais uma conversa, que deverá acontecer poucas horas antes do prazo para o fim do cessar-fogo. Na sexta-feira, a União Europeia também deu prazo até segunda-feira para que Moscou e os rebeldes tomem algumas medidas concretas, como a libertação dos reféns, a manutenção do cessar-fogo e o início das negociações de paz, para solucionar a crise. Se nada for feito, os líderes europeus afirmaram estar prontos para impor novas sanções contra a Rússia. Protestos e ataques O domingo também foi marcado por protestos na Ucrânia. Soldados, ativistas e integrantes de grupos armados ucranianos foram às ruas de Kiev protestar contra a prorrogação do cessar-fogo. Os manifestantes pedem que Poroshenko suspenda a medida e continue a ofensiva contra os separatistas pró-Rússia. O cessar-fogo termina nesta segunda-feira e ainda não está definido se o prazo será entendido mais uma vez. Entretanto, durante o final de semana a medida foi quebrada várias vezes. Segundo tropas do governo, cinco soldados ucraniano morreram durante ataque ao posto em que estavam estacionados próximo à cidade de Slaviansk. Os rebeldes, por sua vez, acusam os militares de atacar primeiro. "Nós não abrimos fogo do nosso lado", afirmou o líder separatista Valeri Bolotov. Liberdade Os separatistas libertaram na noite de sábado quatro observadores da OSCE que foram feitos reféns no final de maio. Os quatros um alemão, um holandês, um espanhol e um russo foram deixados em hotel em Donetsk. A libertação dos reféns era uma exigência feita pelos chefes de governo e de Estado da União Europeia. A OSCE elogiou a libertação e agradeceu a todos que participaram das negociações. O ministro do Exterior alemão, Frank Walter Steinmeier, estimou a participação da Rússia na ação. "A Rússia também participou desta comissão e tem uma parte nesta libertação", afirmou Steinmeier. CN/rtr/dpa/afp/ap

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