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Comemorações do Dia D podem ser chance para avanço na crise da Ucrânia

16:18 | 05/06/2014
Dirigentes de 20 países estarão na França para festividades pelos 70 anos do desembarque aliado na Normandia. Líderes ocidentais aproveitam ocasião para tentar aproximar Moscou e Kiev. Em vários locais da região francesa da Normandia começaram nesta quinta-feira (05/06) as comemorações pelos 70 anos do Dia D. Ele marca o desembarque das Forças Aliadas nas praias locais, que permitiu a libertação da França dos ocupadores nazistas. E, diante da presença de uma série de líderes mundiais, pode representar uma chance ao avanço para a resolução da crise na Ucrânia. O desembarque marítimo e aéreo nas praias normandas, em 6 de junho de 1944, foi a maior operação do gênero na história. Para as cerimônias desta sexta-feira, foram convidados chefes de Estado e governo de cerca de 20 países, assim como mil veteranos da guerra. Ao lado de outros eventos de caráter nacional ou binacional, a solenidade central se realizará na praia de Ouistreham, reunindo os presidentes da França, François Hollande, e dos Estados Unidos, Barack Obama. Oportunidade à diplomacia Hollande urgiu os líderes mundiais que estarão presentes a aproveitarem a ocasião para reduzir as tensões em torno da crise na Ucrânia. Além de Obama, estão sendo esperados na Normandia os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Petro Poroshenko, da Ucrânia; assim como os chefes de governo do Reino Unido, David Cameron, e da Alemanha, Angela Merkel. Criticado em seu país por falta de iniciativa na crise da Ucrânia, o presidente francês tinha em sua agenda, nesta quinta-feira, um jantar de trabalho com Obama, devendo, em seguida, atravessar a capital para um encontro com Putin. Esta é a primeira vez que o chefe do Kremlin se confronta com os principais líderes ocidentais, desde a controversa anexação, pela Rússia, da península da Crimeia, até então território ucraniano. Segundo fontes diplomáticas, uma das metas de Hollande seria preparar o solo para uma reunião entre Putin e o recém-eleito Poroshenko, promovendo assim a quebra do gelo entre Moscou e Kiev. Em entrevistas à imprensa francesa, o presidente russo já se declarou aberto a encontros com seus homólogos ucraniano e americano. Alemanha deixa de ser tabu Durante várias décadas, nenhum alto representante da Alemanha participava das comemorações do Dia D. Por duas vezes, o conservador Helmut Kohl, chanceler federal de 1982 a 1998, recusou o convite. Seu sucessor, o social-democrata Gerhard Schröder, foi o primeiro a quebrar o tabu, em 2004, nos 60 anos do desembarque. Dez anos mais tarde, é a vez de Merkel, democrata-cristã como Kohl, participar. A rainha Elisabeth 2ª, do Reino Unido, chegou a Paris para uma estada de três dias, por ocasião das festividades. Seu sucessor, príncipe Charles, já se encontra na França, e visitou com sua esposa, Camilla, a Ponte Pegasus, nas cercanias de Bénouville, que foi tomada por paraquedistas britânicos no início dos combates do Dia D. Além de numerosas cerimônias solenes e festivas com veteranos de todas as nações envolvidas na operação militar histórica, estão também programados eventos de apelo popular, nas quais paraquedistas pousam em diferentes locais da Normandia, e veículos anfíbios e tanques de combate históricos desfilam sobre as areias locais. A programação inclui, ainda, paradas de barcos e navios. AV/dpa/rtr/afp

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