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Visita de primeiro-ministro turco gera protestos na Alemanha

16:21 | 24/05/2014
Recep Tayyip Erdogan é chamado de "assassino" na cidade de Colônia, em referência à recente tragédia na mina de Soma. Diante de apoiadores, político reclama da cobertura do episódio por parte da imprensa alemã. Milhares de pessoas foram às ruas de Colônia neste sábado (24/05) protestar contra o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. Na cidade alemã, ele participou de um evento da União Democrata Turco-Europeia (UETD), aliado de seu Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP). Segundo a polícia, 30 mil manifestantes participaram da marcha contra Erdogan, enquanto a comunidade alevita, que organizou o protesto, afirma que a manifestação contou com mais de 50 mil pessoas. O governante turco foi chamado de "assassino" e "lobo na pele de cordeiro" pela multidão, que fez um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia na mina de carvão na cidade de Soma, há pouco mais de 10 dias. Já na Lanxess Arena, palco do evento da UETD, o premiê turco foi recebido por 15 mil seguidores. Faixas traziam palavras de incentivo como "nós estamos com você", "mártir Erdogan" e "a Turquia sente-se honrada com você", que embalavam o clima de apoio. Erdogan criticou a cobertura da imprensa alemã sobre a explosão da mina em Soma, que deixou pelo menos 301 mortos. Ele acusou alguns veículos de comunicação de tentar explorar a tragédia e ofender o governo turco. O premiê reclamou que uma revista "chegou a trazer a manchete 'No inferno com Erdogan'". Oficialmente, Erdogan viajou a Colônia para compor o evento em comemoração aos 10 anos da UETD. No entanto, sua participação é avaliada por muitos como eleitoreira, a fim de conquistar votos entre os 1,5 milhão de eleitores turcos que vivem na Alemanha e deverão, em agosto próximo, ajudar a escolher o futuro presidente da Turquia. O prefeito de Colônia, Jürgen Roters, classificou a visita de Erdogan como "provocação" e pediu moderação a apoiadores e opositores do primeiro-ministro turco. Alguns políticos alemães criticaram a participação de Erdogan no evento, por proporcionar tumulto na véspera das eleições europeias no país. Apesar dos ânimos acirrados entre os manifestantes, segundo a polícia alemã, não houve confrontos violentos entre os grupos pró e contra o primeiro-ministro. MSB/dpa/afp

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