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Protesto anti-Copa em São Paulo tem confronto com a polícia

12:24 | 15/05/2014
Ato na capital paulista tem presença de grupo de encapuzados e pelo menos 20 detidos. Manifestação no Rio reúne milhares, mas sem registro de violência. Jornada pode marcar volta das grandes manifestações de rua no país. As forças de segurança nas cidades-sede da Copa acompanham com atenção o início da série de protestos programados para esta quinta-feira (15/05). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, grupos anti-Copa se juntaram a outros movimentos sociais e já somam milhares nas ruas. No centro da capital paulista, encapuzados entraram em confronto com a polícia e pelo menos 20 pessoas já foram detidas. A quinta-feira pode marcar o retorno das grandes manifestações de rua no Brasil, a menos de um mês da Copa do Mundo. E representa um teste duplo: para os manifestantes, que têm de demonstrar se têm capacidade de mobilizar os brasileiros como no ano passado; e para a polícia, que tem o desafio de mostrar estar mais bem preparada, como dizem os governantes, para lidar com grandes aglomerações. Entre os manifestantes nas ruas de São Paulo há membros do Comitê Popular da Copa, militantes da ala jovem do PSOL e integrantes o movimento "Se não tiver direitos não vai ter Copa". Além disso, há um grupo de mascarados, que seriam adeptos da tática black bloc. Imagens transmitidas pela TV local mostram bombas explodindo e encapuzados destruindo patrimônio público e privado. No Rio, por enquanto não houve confrontos. Na manhã desta quinta (horário local), houve ao menos cinco protestos em São Paulo, comandados por grupos de sem-teto e outros movimentos sociais. As manifestações em corredores-chave para a cidade, como Rodovia Anhanguera e Marginal Tietê, chegaram a gerar 100km de congestionamentos. Pneus queimados e troncos de árvores foram usados para fechar algumas vias. Os protestos foram convocados por movimentos sociais em dezenas cidades do Brasil e do exterior, com a previsão de fechar desde cedo importantes vias e acessos das cidades. As manifestações foram convocadas pelos Comitês Populares da Copa espalhados pelo país e tiveram a adesão de dezenas de grupos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e movimentos estudantis. Entre as principais reivindicações estão a liberdade de manifestação e exigência do arquivamento de todos os projetos anti-manifestação que estão no Congresso; contra a violência policial; as mortes de operários na construção dos estádios; à favor de moradia digna para todas as 250 mil famílias removidas por conta das obras para o megaevento; e investimentos em habitação, segurança, saúde e educação. O clima é de tensão sobretudo no Recife, onde vários estabelecimentos comerciais foram saqueados desde a noite de terça-feira (13/05), quando policiais militares e bombeiros de Pernambuco iniciarem uma greve por tempo indeterminado. A pedido do governador João Lyra Neto, o Ministério da Justiça autorizou o envio de homens da Força Nacional de Segurança Pública para Pernambuco. A força está autorizada a permanecer no estado pelo período necessário, até o encerramento da greve, e vai atuar em ações de segurança e ordem pública.

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