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OSCE perde contato com mais uma equipe na Ucrânia

10:46 | 30/05/2014
Violência no leste do país continua, e EUA exigem retirada completa de tropas russas. Em reação à recém-fundada União Eurasiática, comissário da UE defende entrada da Ucrânia no bloco. Após o desaparecimento de quatro observadores no início desta semana, a Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) disse, nesta sexta-feira (30/05), ter perdido o contato com outra equipe na Ucrânia. O grupo foi detido por "homens armados" na região de Luhansk, no leste do país. Nesta quinta-feira, um líder insurgente havia confirmado que a primeira equipe, desaparecida na vizinha região de Donetsk, encontra-se nas mãos de milícias pró-russas. Vyacheslav Ponomarev, autoproclamado prefeito do bastião rebelde Slaviansk, afirmou que o grupo havia sido aconselhado a não viajar para a região de conflito. Segundo Ponomarev, seus apoiadores irão agora "esclarecer quem são eles, para onde estão indo e por que, e então, eles serão libertados." Os separatistas já haviam detido temporariamente diversos observadores da OSCE em abril. União Eurasiática Um dia depois da fundação da União Econômica Eurasiática por Rússia, Belarus e Cazaquistão, o comissário da União Europeia (UE) para a Expansão, Stefan Füle, defendeu a entrada da Ucrânia, Geórgia e República da Moldávia no bloco europeu, publicou o jornal alemão Die Welt nesta sexta-feira. "Se quisermos levar a sério a transformação dos países do Leste Europeu, precisamos usar o instrumento mais poderoso que temos para isso: a expansão", disse Füle, ressaltando que a perspectiva europeia seria o melhor incentivo para as reformas necessárias. A recém-criada União Eurasiática deverá ampliar a união alfandegária existente e entrar em vigor em janeiro próximo. Moscou pretendia incluir a Ucrânia, mas o governo em Kiev voltou-se para o lado da UE. Punição aos rebeldes "Diante da tensão no leste do país, o recém-eleito presidente ucraniano, Petro Peroshenko, anunciou que irá punir os rebeldes pró-russos que abateram, nesta quinta-feira, um helicóptero do Exército ucraniano, matando 12 militares num dos piores ataques desde o início dos combates entre separatistas e tropas fiéis a Kiev. "Temos que fazer de tudo para garantir que mais ucranianos não morram nas mãos de terroristas e bandidos. Tais atos criminosos por parte de inimigos dos ucranianos não passarão sem punição", disse Poroshenko, segundo agências de notícias ucranianas. Ainda nesta quinta-feira, um dos líderes separatistas admitiu, surpreendentemente, que 33 dos mais de 40 rebeldes mortos durante uma operação antiterrorista no aeroporto de Donetsk, nesta semana, eram russos de regiões muçulmanas como a Tchetchênia. Além de ir de encontro às afirmações de Putin, que nega que a Rússia esteja ligada aos separatistas na Ucrânia, essa declaração sustenta as queixas de Kiev de que os rebeldes não representam o verdadeiro desejo dos mineiros e metalúrgicos que transformaram o leste do país no motor econômico da Ucrânia. Tropas russas Numa entrevista à TV nesta quinta-feira, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou haver indícios de que milícias tchetchenas treinadas na Rússia cruzaram a fronteira em direção à Ucrânia. Kerry afirmou também que as tropas russas estacionadas na fronteira estão se retirando em direção a Moscou, mas ainda há "sinais de perigo". Nesta quinta-feira, o secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel, exigiu a retirada completa das tropas russas da fronteira ucraniana. "Sabemos que milhares de tropas russas continuam ali." Moscou, por sua vez, urgiu Kiev a impor um cessar-fogo imediato e pediu ao Ocidente para usar a sua influência com vista a evitar um "desastre nacional" na Ucrânia. "A comunidade internacional espera de Kiev a suspensão imediata das atividades militares no leste do país e a retirada de tropas. Sem isso não é possível conseguir a paz na Ucrânia", disse o ministro russo do Exterior, Serguei Lavrov. CA/afp/dpa/rtr

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