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OMS declara emergência internacional por disseminação de pólio

15:58 | 05/05/2014
Surtos do vírus, que acreditava-se estar praticamente erradicado há dois anos, foram registrados em pelo menos dez países, sobretudo na Ásia e na África. Organização pede esforço coordenado para combater doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, pela primeira vez na história, a disseminação de pólio como uma emergência internacional de saúde pública. Nesta segunda-feira (05/05), a instituição afirmou que surtos do vírus que afeta principalmente crianças e que, há dois anos, se achava estar praticamente erradicado foram registrados em pelo menos dez países na Ásia, na África e no Oriente Médio. Para combater o problema, a OMS recomendou a implementação de programas de imunização além das fronteiras. No ano passado, 60% dos 417 casos de pólio registrados no mundo foram resultado de contaminação através de fronteiras. Os principais países afetados até o momento são Paquistão, Camarões e Síria, justamente porque o vírus se espalhou além de seus limites territoriais. Afeganistão, Guiné Equatorial, Etiópia, Iraque, Israel, Somália e Nigéria também tiveram casos. "Até ser erradicada, a pólio continuará a se espalhar internacionalmente, encontrando e paralisando crianças suscetíveis", disse Bruce Aylward, que lidera os esforços da OMS para erradicar a doença. "Uma resposta internacional coordenada é essencial para pôr um fim a essa contaminação." Alerta A OMS nunca havia emitido um alerta internacional sobre a pólio antes. A última vez que a organização emitiu um alerta do tipo foi em 2009 durante a epidemia do vírus H1N1. Em 1988, 350 mil casos de pólio foram registrados, e a doença era endêmica em 125 países. Hoje, o vírus é considerado endêmico apenas em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. O vírus da pólio normalmente infecta crianças com menos de 5 anos e é transmitido por meio de água contaminada. Uma em cada 200 infecções resulta em paralisação, e entre 5% e 10% dos paralisados acabam morrendo. Não há uma cura específica, mas várias vacinas estão disponíveis no mercado. A OMS recomenda que todos os países citados em sua lista imunizem seus residentes e recomendou a turistas que se vacinem com pelo menos quatro semanas antes de viajar a regiões onde a doença está presente. RM/afp/ap/dpa

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