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FMI: reformas no Paquistão estão no caminho certo

11:40 | 10/05/2014
O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou neste sábado que o programa de reforma econômica do Paquistão se manteve no caminho certo, mas alertou para o aumento da inflação no país.

O Paquistão recebeu um pacote de resgate do FMI no valor de US$ 6,7 bilhões no ano passado para ajudar o país a alcançar as reformas econômicas, especialmente no conturbado setor de energia.

"O FMI está satisfeito com o progresso geral feito pelo governo do Paquistão para avançar com as políticas que buscam a estabilidade macroeconômica e com o relançamento dos programas de investimento e de crescimento", escreveu o chefe da missão do Fundo para o Paquistão, Jeffrey Franks, em um comunicado.

A missão especial do FMI se encontrou funcionários do governo paquistanês entre os dias 1º e 9 de maio em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para conduzir as discussões sobre a terceira revisão do pacote de resgate, que foi aprovado pelo conselho executivo da instituição em setembro do ano passado.

O encontro reuniu altos funcionários do Ministério das Finanças e do Banco do Estado do Paquistão semanas antes do pagamento de uma tranche de US$ 550 milhões - a quarta parcela do empréstimo que o país irá receber.

"Os indicadores econômicos estão melhorando, com o crescimento ganhando impulso, melhorando o financiamento externo e aumentando o crédito para o setor privado", escreveu Franks, que acrescentou, no entanto, que tanto o índice como o núcleo da inflação estão subindo.

A taxa de inflação atual é de 9,2%, mas o FMI quer que o Paquistão "almeje uma redução adicional da inflação para a sua meta de médio prazo de 6% a 7% no próximo ano fiscal", que começa em 1º de julho.

A missão também observou uma melhoria no balanço de pagamentos e que esforços estão sendo feitos pelo governo para acumular reservas e estabilizar o sentimento no mercado de câmbio.

"O programa de reformas comandado pelas autoridades do país permanece no caminho certo", destacou o comunicado, que descreveu como "forte" o desempenho fiscal do governo durante os primeiros nove meses do atual ano fiscal.

O comunicado disse ainda que a terceira revisão foi agendada para o final de julho. Fonte: Dow Jones Newswires.

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