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Ucrânia: Ban Ki-moon e Sobotka defendem diálogo

12:45 | 04/04/2014
Como o impasse entre a Rússia e a Ucrânia não mostra sinais de alívio, uma resolução negociada se faz necessária para resolver o conflito e devolver a tranquilidade à Europa Oriental, disseram o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro da República Tcheca, Bohuslav Sobotka, nesta sexta-feira.

"Meu forte desejo é de redução das tensões. Os ânimos estão exaltados e a retórica está muito carregada", destacou Ki-moon. Todos os países, incluindo a Rússia, "precisam observar a carta das Nações Unidas (ONU), enquanto a integridade territorial (de Estados soberanos) deve ser protegida e respeitada", afirmou o secretário.

Ki-moon e Sobotka "discutiram e concordaram na necessidade urgente de encontrar uma solução política (com um) diálogo direto com as partes envolvidas". O secretário-geral disse ter afirmado ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que a comunidade internacional tem "preocupações muito fortes e sérias" sobre o que está acontecendo na Crimeia. O premiê checo afirmou que o seu governo apoia um diálogo liderado pela ONU na Ucrânia para evitar uma escalada do impasse com a Rússia.

Os checos, assim como os vizinhos de Polônia, Eslováquia e Hungria, estão preocupados com a possibilidade de a Rússia colocar a estabilidade regional em risco. No entanto, essas nações estão menos unidas em suas visões sobre como resolver a situação. A Polônia pede aumento da presença militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na região, enquanto a Hungria defende cautela para preservar laços comerciais importantes e não enviar sinais de agressividade contra a Rússia. A posição do governo checo se encontra no meio do caminho. Fonte: Dow Jones Newswires.

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