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Tribunal egípcio sentencia à morte 683 partidários de Morsi

08:09 | 28/04/2014
Entre os condenados está o guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie. Decisão não é definitiva, mas reforça temor de que o governo quer acabar com a oposição. Um tribunal da cidade de Minya, ao sul do Cairo, condenou à morte, nesta segunda-feira (28/04), 683 apoiadores do ex-presidente Mohammed Morsi, incluindo o guia supremo da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie. Os réus são acusados do assassinato de policiais e de incitação à violência. As condenações serão agora submetidas à apreciação do Grande Mufti do Egito, a maior autoridade religiosa do país. Depois o mesmo tribunal vai dar o veredicto final, em 21 de junho. Além disso, 492 de 529 condenados à morte em março, num julgamento semelhante, tiveram a sentença alterada para prisão perpétua pelo tribunal. Os outros 37 tiveram suas penas confirmadas e deverão ser enforcados. O julgamento é consequência dos violentos protestos ocorridos em 14 de agosto do ano passado, quando dois policiais foram mortos na cidade de Minya. No mesmo dia, mais de 700 manifestantes pró-Morsi foram mortos em confrontos com soldados e policiais no Cairo. A sentença de morte de Badie deve aumentar ainda mais a tensão no país, já elevada desde que o Exército removeu Morsi, um antigo integrante da Irmandade Muçulmana, do poder, no ano passado. A Anistia Internacional descreveu as condenações como "um exemplo grotesco das deficiências e da natureza seletiva do sistema judiciário do Egito". O maior julgamento da história moderna do país reforça os temores de grupos de defesa dos direitos humanos de que o governo apoiado por militares e juízes anti-islamitas pretende esmagar a dissidência. RCC/rtr/ap/dpa/afp

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