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Pró-russos negociam libertação de "prisioneiros de guerra" na Ucrânia

11:49 | 27/04/2014
Negociadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) são recebidos por insurgentes no leste da Ucrânia. Enquanto isso, Barack Obama acusa Rússia de "não mover um dedo" para tentar resolver a crise. Militantes ucranianos pró-Russia apresentaram neste domingo (27/04) o grupo de oito observadores europeus que há dois dias são mantidos como "prisioneiros de guerra", assegurando que eles não estão sendo mal tratados. Pouco depois, mediadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) desembarcaram no leste da Ucrânia para negociar com os rebeldes a libertação do grupo. O alemão Axel Schneider, porta-voz do grupo de reféns, negou que eles sejam espiões da Otan, como acusam os separatistas. Observado por quatro rebeldes armados, Schneider frisou que ele e os colegas são "oficiais da OSCE com status diplomático", e garantiu que todos estão em boas condições de saúde. "Não posso ir para casa de livre vontade", disse o prisioneiro alemão a repórteres. Ao todo, 13 observadores militares oito estrangeiros e cinco ucranianos foram detidos na sexta-feira passada em Slaviansk, no leste da Ucrânia, por militantes pró-russos. Segundo o serviço de segurança da Ucrânia, os oficiais do país cumpriam a missão de prender um cidadão russo, suspeito de matar um parlamentar ucraniano. Os insurgentes alegam, porém, que os agentes buscavam prender líderes pró-russos. Vyacheslav Ponomarev, líder dos rebeldes, havia declarado mais cedo que "como a cidade vive uma situação de guerra, qualquer militar que não tenha a permissão deles será detido e considerado prisioneiro de guerra". Ainda assim, o militante disse que os observadores "não são reféns, mas sim seus hóspedes" e negou que os rebeldes mantenham contato direto com Moscou. Ele participa das negociações com mediadores da OSCE. Aumenta tensão A detenção dos estrangeiros e ucranianos em Slaviansk ganhou repercussão internacional, e aumentou a tensão na região, que vive a pior crise entre países ocidentais e Rússia desde o fim da Guerra Fria. Em discurso proferido na Ásia, o presidente americano, Barack Obama, conclamou por uma união global para superar a crise e afirmou que Europa e Estados Unidos preparam novas sanções contra a Rússia, que devem entrar em vigor já na segunda-feira. Ele acusa Moscou de "não ter movido um dedo" para implementar o acordo acertado com a Ucrânia no dia 17 de abril, em Genebra, e que previa a distensão do conflito. No sábado, países do G7 (EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Itália e Japão) anunciaram que ampliarão as sanções contra os russos. Representantes da União Europeia se reunirão nesta segunda-feira para estudar medidas. Segundo um diplomata em Bruxelas, 15 pessoas devem entrar na lista negra do bloco, que já conta com 55 russos e ucranianos corresponsáveis pela crise, e passarão a ter bens e contas bancárias congeladas nos EUA e na Europa . "Estaremos em uma posição mais firme para deter Putin se ele vir que o mundo está unido e que os Estados Unidos e a Europa estão juntos, e que não se trata apenas de um conflito dos EUA contra a Rússia", disse Obama em Kuala Lumpur. O presidente americano fez mais um apelo para que os insurgentes deixem os prédios ocupados no leste da Ucrânia. Neste domingo, um grupo de separatistas assumiu o controle do canal público de televisão regional na cidade de Donetsk. MSB/afp/ap/lusa/rtr

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